EU VI NA WEB: MUITA LUZ PARA JULIANA!

FOTO: REDRODUÇÃO

A questão da solidão diante do nosso fim se traduz no triste episódio da brasileira Juliana Marins, de 26 anos, que caiu da borda de uma cratera de um vulcão na Indonésia

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Dizem que a gente nasce e morre sozinho. E é a mais pura verdade. E durante a vida inteira a gente fica preocupado com o que os outros vão pensar da gente, quando, no final, estaremos sozinhos. Lembro que li um texto fantástico de alguém falando sobre Gene Hackman (guardei o texto aqui, mas não o autor – porque peguei no Facebook). O começo do texto dizia: “Gene Hackman morreu antes de seu coração parar de bater. Teve fome. Teve sede. E ninguém veio”. Ou seja, Gene teve uma vida de glórias, mas, no final, estava sozinho, abandonado. E estamos falando de uma pessoa que viveu 95 anos! Mas a questão da solidão diante do nosso fim se traduz no triste episódio da brasileira Juliana Marins, de 26 anos, que caiu da borda de uma cratera de um vulcão na Indonésia. A solidão do fim se traduz nessa imagem que recriei. Ela estava a cerca de 500 metros abaixo da borda da cratera. Ela ficou 3 dias à espera do resgate que não veio. Permaneceu imóvel, aguardando. Com frio, com fome, com sede. Eu me coloco nesse lugar de dor, de desespero e silêncio. Fico imaginando o que Juliana pensou nos seus últimos dias. No que se agarrou? O que agradeceu? O que lamentou? E não foi resgatada por dificuldades geográficas e climáticas… no entanto, esperou, esperou, até o instante em que desistiu. E deve ter essa hora que a gente deixa ir. Que a gente se abandona para aceitar o fim. Triste, triste…
“Um dia, todos nós estaremos solitários no momento do encontro com o nosso destino final”.

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Autor: Raul J. Franco – Rio de Janeiro

 

 

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