Uso excessivo do celular e sinal precoce de depressão

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Para explorar como os hábitos com o celular se relacionam com a saúde mental, pesquisadores conduziram um estudo em duas partes

Alguns adultos jovens que usam seus celulares constantemente podem ser ansiosos ou depressivos, de acordo com uma pesquisa preliminar. Um estudo com mais de 300 estudantes colegiais mostrou que o uso pesado da tecnologia está associado com um maior risco de ansiedade e depressão, particularmente entre aqueles usando os aparelhos como um “cobertor de segurança”, para evitar lidar com experiências ou sentimentos desagradáveis. O risco não foi elevado, no entanto, entre pessoas jovens que usaram o celular simplesmente para escapar do tédio ou para lazer. Pode ser que indivíduos com maior ansiedade/depressão usam os aparelhos mais intensamente ou que usando aparelhos mais intensamente pode eventualmente levar ao desenvolvimento da ansiedade/depressão. Ou pode significar há uma relação cíclica. 

Para explorar como os hábitos com o celular se relacionam com a saúde mental, os autores conduziram um estudo de duas partes. 

Primeiro, eles avaliaram as respostas a um questionário sobre o uso da tecnologia e emoções. Então, examinaram o uso do celular em uma situação estressante, o time pediu para 72 estudantes gastar cinco minutos escrevendo sobre uma falha pessoal ou fraqueza que fosse desconfortável. As escritas provocadoras de ansiedade foram coletadas sob a falsa premissa que eles iriam revisá-las como parte de um exercício de treinamento psicológico por 10 minutos. Enquanto a revisão estava sendo feita, um terço dos participantes não teve acesso a nenhuma tecnologia; outro terço teve acesso somente aos seus celulares, enquanto os remanescentes somente tiveram acesso a um jogo simples de computador.

Aqueles que foram permitidos o uso do celular tiveram os menores índices de ansiedade. Eles foram 64% mais propensos a não experimentar ansiedade do que aqueles com nenhuma tecnologia. Entre aqueles que usaram o celular que tiveram ansiedade, 82% usou o telefone o tempo todo de espera. Por comparação, somente metade dos ansiosos dos participantes que tinha à disposição o jogo simples e computador por todo o tempo. Inversamente, entre aqueles com acesso ao celular que não ficaram ansiosos, somente metade acessou o celular durante o período inteiro. E somente um quarto dos membros do jogo de computador jogou o tempo todo. Os pesquisadores concluíram que o celular serviu como “muleta de segurança” com capacidades únicas de conforto. 

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