De vilão a mocinho: quando o tablet na sala de aula é bem-vindo

FOTO: REPRODUÇÃO

A busca pela integração entre alunos e professores foi uma premissa, porém, outras lacunas acabaram sanadas com o uso do dispositivo

Os dispositivos eletrônicos costumam ser vistos como vilões dentro da sala de aula – porque competem pela atenção dos alunos com os professores e materiais didáticos – e são até proibidos em alguns ambientes. Há escolas, no entanto, que parecem ter encontrado uma maneira para usar a força desses dispositivos a seu favor. É o caso do Colégio Palmares, escola particular localizada em Pinheiros, Zona Oeste de São Paulo. 

A instituição utiliza aplicações da Google para simplificar tarefas em salas de aula para alunos da 4° série do Ensino Fundamental a 3° série do Ensino Médio, com o compartilhamento de cronogramas de eventos escolares e atividades de sala de aula onde professores e alunos podem interagir com lousas inteligentes e tabletes. No portal Aluno Online, os estudantes acessam conteúdos educacionais para estudar em casa. 

Integração
A implantação da Google Sala de Aula foi feita pela Santo Digital, maior distribuidora das aplicações da Google no Brasil, e durou cerca de cinco meses. Os equipamentos são fornecidos pela escola, mas a ideia é que, no futuro, cada aluno traga o seu próprio tablet e utilize as aplicações diretamente nele. 

"A realidade dessa geração é o mundo digital, então quanto mais cedo usarem o potencial dessas ferramentas (gadgets) para o uso educacional e profissional, melhor será seu desenvolvimento", comenta Marcos Toscano, proprietário e diretor do Colégio Palmares. "Os professores também precisam se acostumar à sala de aula digital, por isso o treinamento da equipe docente para a utilização das aplicações faz parte do processo", afirma Cláudio Santos, CEO da Santo Digital.

Uso responsável
A busca pela integração entre alunos e professores foi uma premissa, porém, outras lacunas acabaram sanadas com o uso do dispositivo. Uma das conquistas foi a aproximação dos pais. "Conseguimos trazer os pais para a realidade de seus filhos por meio de eventos e comunicados internos. Agora, professores, pais e alunos recebem por e-mail cronogramas, avisos e convites para eventos da escola", conta Marcos Toscano, proprietário e diretor do Colégio Palmares. 

O uso da Internet, entretanto, é realizado com moderação e responsabilidade. Os alunos se comunicam apenas dentro da nuvem (não podem mandar e-mail para contas externas, por exemplo) e as mensagens trocadas são monitoradas pela escola para evitar o compartilhamento de conteúdo fora do contexto ou até mesmo a prática do cyberbullying. "Esta é uma forma de mantermos o bom uso e permitir a interação no meio virtual, mas sem deixar de focar no principal objetivo, que é contar com dispositivos para ampliar a absorção do conhecimento", finaliza Marcos.

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