Aumento nos impostos em 2016 prevê aquecimento nas vendas de smartphones seminovos

Foto: Reprodução

Visando driblar a crise, o consumidor mudou o hábito de consumo, procurando alternativas para ficar atualizado, porém gastando menos

O próximo ano começará com a aumento na alíquota de PIS/Confins para eletrônicos, devido a revogação dos artigos 28, 29 e 30 da lei 11.196/2005 assinada pela presidente Dilma Rousseff.

Estima-se que em 2015 o impacto da política de benefício fiscal do Programa de Inclusão Digital "Lei do Bem", que determinava a redução a zero das alíquotas do PIS/Confins na venda a varejo (computadores, notebooks, tablets, modems, smartphones e roteadores), seja de R$ 8 bilhões aos cofres públicos.

Hoje a isenção da Lei do Bem é aplicada em smartphones lançados por até R$ 1.500, por isso inúmeros modelos de aparelhos chegaram ao mercado nos últimos anos por apenas R$ 1.499. As fabricantes optaram em diminuir o preço no varejo, consequentemente aumentar o número de vendas e cobrir a diferença com a isenção fiscal. Todos lançamentos em 2016 terão valores mais altos.

O cálculo tributário atual do IBPT aponta que 39,12% do valor dos smartphones são impostos. A partir de 2016, os impostos serão 42,69% dos preços, um aumento de 3,57%. 

Visando driblar a crise, o consumidor mudou o hábito de consumo, procurando alternativas para ficar atualizado, porém gastando menos.

Em função deste novo hábito o mercado de smartphones seminovos está aquecido. A startup Ziggo cresceu mais de 300% em 2015 com a compra e venda de smartphones seminovos. Guilherme Macedo, CEO da empresa prevê crescimento para o próximo ano, apesar do cenário econômico. "O valor de um smartphone novo ao consumidor final ficará mais caro em 2016. Por exemplo, um aparelho que hoje custa R$1.200, passará a custar entre R$1.500 e R$1.600. Visto que o aparelho seminovo chega a ser até 60% mais barato, almejamos um grande aumento de comercialização no mercado brasileiro".

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