Plano terá de cobrir teste rápido de dengue

Foto ilustrativa

ANS anunciou novos procedimentos que serão atendidos pelos Planos de Saúde, dentre eles os testes de dengue

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) anunciou recentemente atualização nos procedimentos mínimos para os planos de saúde. Em 2016, mais 21 procedimentos pedidos pela sociedade civil serão agregados à lista obrigatória que as operadoras precisam oferecer. 

Entre os exames cobertos estão os testes rápidos de dengue que identificam a doença nas emergências. Hoje só os testes laboratoriais, que levam uma semana, estão previstos. O teste para febre chikungunya também foi incluído.

A ANS informou ainda que as inclusões não vão levar a reajustes nos valores. "Durante todo o ano de 2016, a equipe técnica estará acompanhando a utilização das demandas e, quando chegarmos ao fim do ano, vamos avaliar se isso afetará as mensalidades em 2017", afirmou José Carlos Abrahão, diretor-presidente da ANS. 

Entre as inclusões apresentadas também está um medicamento para o tratamento de câncer de próstata chamado enzalutamida. Além disso, deverá ser fornecida laserterapia para o tratamento da inflamação de mucosas dos pacientes que forem submetidos à quimioterapia e à radioterapia na cabeça.

DESFIBRILADOR
Já os pacientes cardíacos poderão contar com implante de cardiodesfibrilador, espécie de marca-passo que emite fibrilação em arritmia cardíaca. O equipamento evita mortes súbitas. Ainda entre os implantes foi incluído o "looper", que ajuda no diagnóstico de perda de consciência por causas indeterminadas. 

Os planos ainda terão de ampliar as consultas anuais. As sessões com fonoaudiólogo foram de 24 para 48 ao ano para pacientes com gagueira, idade superior a 7 anos e transtornos da fala e da linguagem; de 48 para 96, para quadros de transtornos globais do desenvolvimento e autismo; e passam para 96 sessões para pacientes que se submeteram a implante de prótese auditiva ancorada no osso.

A ANS determinou ainda a ampliação das consultas de nutrição para gestantes: de 6 para 12 sessões. Já as consultas de psicoterapia foram de 12 para 18 ao ano. A única exclusão ocorrida foi de uma cirurgia nos olhos para tratamento de blefarite – considerada hoje desnecessária.

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