Resultado na comissão mostra fragilidade da defesa de Dilma, diz Aécio

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Aécio: "O resultado demonstra a fragilidade da defesa. Por maiores que tenham sido os esforços dos que a defenderam, é impossível defender o indefensável"

O presidente do PSDB, Aécio Neves (MG), afirmou que o resultado da comissão de impeachment, que aprovou o relatório favorável ao afastamento da presidente Dilma Rousseff na noite de ontem, 11, mostra a fragilidade da defesa apresentada pela presidente.

"O resultado demonstra a fragilidade da defesa. Por maiores que tenham sido os esforços dos que a defenderam, é impossível defender o indefensável", afirmou. De acordo com ele, a presidente cometeu crime de responsabilidade e, por isso, terá a admissibilidade de seu processo de afastamento aprovado.

O senador também pediu serenidade de todas as partes envolvidas neste momento que classificou como "difícil para o País". "É preciso serenidade para enfrentarmos e superarmos este momento difícil. Mas estou seguro de que sairemos mais fortes desse processo graças à força de nossas instituições e da democracia", afirmou.


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Wadih Damous: vitória da oposição foi aparente; não conseguiram 2/3 dos votos

Deputados do PT minimizaram ontem, 11, a aprovação do parecer pró-impeachment da presidente Dilma Rousseff na comissão especial da Câmara. O documento foi aprovado por 38 votos a favor e 27 contra. 

Em discurso uníssono, petistas argumentaram que os 38 votos conseguidos pela oposição representam menos de 2/3 dos 65 parlamentares que votaram no colegiado, o que indica que opositores terão dificuldade para aprovar o impeachment no plenário.

"O resultado com menos de 2/3 dos membros representa uma derrota para os golpistas que defendem o impeachment", afirmou o líder do PT na Câmara, deputado Afonso Florense (BA), logo após a votação.

"Foi uma vitória aparente. Eles não conseguiram os 2/3 que vão precisar no plenário", afirmou o deputado Wadih Damous (PT-RJ), ex-presidente da OAB-RJ. "Hoje eles irem, amanhã eles choram", emendou o parlamentar. 

O deputado Paulo Teixeira (PT-SP), por sua vez, ressaltou que os 27 votos que o governo conseguiu na comissão foi uma importante sinalização, porque mostrou que o governo tem condições de reunir pelo menos 40% dos votos a seu favor.

"Essa proporção não garante o impeachment no plenário", afirmou Arlindo Chinaglia (PT-SP). Ele previu que, no plenário, será mais fácil para o governo, pois é menos "controlado" do que a comissão especial.

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