Renan deverá prestar depoimento pessoalmente à PF na Lava Jato

FOTO:FABIO RODRIGUES POZZEBOM/AGÊNCIA BRASIL

O inquérito investiga suposto pagamento de propina em acordo da Petrobras com o do Sindicato dos Práticos, categoria de profissionais que atua em portos

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Teori Zavascki, determinou que o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-RJ) seja ouvido pessoalmente pela Polícia Federal em um dos nove inquéritos contra o congressista que tramitam na Corte no âmbito da Lava Jato. 

O ministro negou um pedido formulado pela defesa de Renan, que pediu ao STF para enviar as explicações sobre o caso por escrito. A Procuradoria-Geral da República havia se manifestado contrária à solicitação. A Polícia Federal afirma que falta apenas o depoimento do presidente do Senado para concluir o inquérito. 

O inquérito investiga suposto pagamento de propina em acordo da Petrobras com o do Sindicato dos Práticos, categoria de profissionais que atua em portos. O deputado Aníbal Gomes (PMDB-CE) também é alvo da investigação, que surgiu a partir da delação do ex-diretor da estatal Paulo Roberto Costa.

Os dois são investigados por crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Tanto a defesa de Renan quanto a de Aníbal negam envolvimento no caso.


Renan reitera que não tentou dificultar investigações da Lava Jato

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), divulgou outra nota em que reitera que não tentou interferir nas investigações da Operação Lava Jato. A nota é ainda uma resposta à divulgação de conversa com o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado.

"O senador Renan Calheiros reitera que não tomou nenhuma iniciativa ou fez gestões para dificultar ou obstruir as investigações da Operação Lava Jato, até porque elas são intocáveis e, por essa razão, não adianta o desespero de nenhum delator", escreveu a assessoria do senador.

Na nota, Renan ainda confirma que acelerou o processo de cassação do ex-senador Delcídio Amaral, mas alega que o desfecho do processo foi público. E, assim como na primeira nota, divulgada nesta quarta-feira (25), o presidente do Senado diz que sua opinião sobre a modificação da lei das delações também é de conhecimento público.

Compartilhar: