Plebiscito para decidir sobre eleições gerais não é ideia ruim, diz Renan

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Renan Calheiros: "Qualquer cenário não pode ser descartado, tem de ser levado em consideração, acumulado, para que possamos ter amanhã saídas”

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), defendeu nesta quarta-feira, 6, a realizaão de um plebiscito para decidir sobre uma eventual antecipação das eleições gerais no País. 

"Qualquer cenário não pode ser descartado, tem de ser levado em consideração, acumulado, para que possamos ter amanhã saídas. Existem correntes que defendem fazer um plebiscito, ouvir a sociedade. E a ideia de ouvir a sociedade nunca será uma ideia ruim", disse o senador.

A ideia de Renan seria fazer uma consulta juntamente com as eleições municipais de outubro e as eleições gerais – caso a população apoie essa ideia – só ocorreria no próximo ano.

O peemedebista também se manifestou sobre a decisão que deve ser tomada nesta tarde pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em relação à possibilidade de o Congresso alterar, por meio de emenda à Constituição (PEC), o regime de governo vigente no País.

"Tem essa questão da consulta do parlamentarismo, da implantação se pode haver emenda constitucional e, havendo a provação da PEC, se faz plebiscito antes ou depois. Acho que qualquer cenário tem de ser guardado em favor do Brasil.

Questionado sobre se o impeachment arrefeceu, Renan se esquivou de responder. "Não tenho informação e tenho procurado não fazer esse tipo de comentário. Dependendo do que ocorrerá na Câmara, ele virá ou não para o Senado", disse. 

Renan tem defendido nos bastidores que tanto a proposta de novas eleições quanto a de mudança do regime podem ser caminhos para o País sair da crise caso o impeachment não seja aprovado pelo Congresso.


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O deputado federal Domingos Neto (PSD-CE) vai apresentar projeto de Decreto Legislativo para convocar um plebiscito entre a população brasileira sobre a possibilidade de realizar novas eleições para presidente da República no País. Pela proposta, o plebiscito deveria ser realizado em até 90 dias da data de promulgação da lei.

Na justificativa, o deputado da base aliada afirma que o Brasil passa por uma "crise político institucional sem precedentes" desde a redemocratização, fruto de "sucessivos escândalos de corrupção envolvendo agentes públicos, com lastimável aparelhamento da máquina estatal". 

O parlamentar ressalta ainda que tramitam na Justiça processos questionando gastos de campanha e atos administrativos de agentes públicos e parlamentares e destaca que, "nas ruas", a população "tem se levantado em protestos reiterados, reclamando a responsabilização" dos envolvidos. 

"Por todo o exposto, tendo em vista o quão grande é a necessidade de reposicionar o País nos trilhos da recuperação de credibilidade das instituições democráticas, sob o risco de ruptura grave e sistêmica do modelo republicano, contamos com apoio dos nobres parlamentares para aprovação do presente projeto", finaliza Neto no projeto.

Do mesmo partido do presidente da comissão especial do impeachment, deputado Rogério Rosso (DF), Domingos Neto está colhendo assinaturas para sua proposta. Segundo ele, algumas legendas da base, como PT, e da oposição, se recusaram a apoiar.

Ontem, 5, o senador Valdir Raupp (PMDB-RO) apresentou Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para convocar novas eleições para presidente. A proposta também é defendida pela Rede Sustentabilidade, partido da ex-senadora Marina Silva, apontada como favorita na disputa presidencial por algumas pesquisas.

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