Paulo Skaf e Moreira Franco acreditam que PMDB deve deixar governo

Fotos: Reprodução

Paulo Skaf, presidente Fiesp, e Moreira Franco, um dos dirigentes peemedebistas mais próximos do vice-presidente Michel Temer, apostam que PMDB está de malas prontas para desembarcar do governo Dilma

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, disse na quinta-feira, 17, que acredita que o PMDB deverá decidir pelo desembarque do governo antes do prazo de 30 dias definido na convenção do último sábado. "Já deveria ter desembarcado", disse o empresário, que é filiado ao PMDB e foi candidato a governador de São Paulo em 2014.

O deputado federal Baleia Rossi (PMDB-SP), presidente do diretório paulista do PMDB e membro da Executiva Nacional do partido, confirmou ao Broadcast Político, serviço em tempo real da Agência Estado, que foi convocada a reunião do diretório nacional para o dia 29, às 15 horas em Brasília.

Esta reunião, disse Skaf, deverá tomar a decisão final sobre se o partido sai ou não do governo. Ele afirmou que, após a convocação de Temer, a reunião deve acontecer em oito dias, conforme previsto no estatuto do partido, logo após a Páscoa.

Skaf também afirmou que o novo ministro da Aviação Civil, deputado federal Mauro Lopes (PMDB-MG), deverá ser expulso do partido. Lopes foi indicado por Dilma na quarta-feira, mesmo dia em que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi anunciado como novo titular da Casa Civil.

À tarde, Skaf reuniu cerca de 300 líderes de associações empresariais no prédio da Fiesp, na Av. Paulista, enquanto centenas de pessoas protestam contra o governo de Dilma Rousseff em frente ao local. Na reunião, o grupo decidiu pressionar deputados e senadores a priorizarem o impeachment da presidente Dilma Rousseff.


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Moreira Franco diz que PMDB vai romper com o governo

Um dos dirigentes peemedebistas mais próximos do vice-presidente Michel Temer, o ex-ministro Moreira Franco também disse que a reunião do diretório nacional do PMDB marcada para o próximo dia 29, vai aprovar rompimento com o governo da presidente Dilma Rousseff. Em sua conta no Twitter, escreveu: "O sentido de urgência do PMDB é conectado à vontade do povo. No passado foi assim. Agora, na saída de Dilma também. Terça, 29, vai decidir rompimento".

"A tendência é de rompimento, acho que se consolidou. É só você olhar as ruas", disse Moreira à reportagem, em referência aos protestos contra o governo e o PT. "O PMDB tem o sentido da urgência, anda de acordo com a vontade popular", afirmou.

Questionado sobre como será, na prática, o rompimento com o governo, o ex-ministro disse que esse tipo de decisão será tomada pelo diretório nacional. "Romper é romper", declarou.

Em convenção realizada no sábado, 12, o PMDB optou por um prazo de trinta dias para decidir se continuará aliado ou se romperá com o governo. No entanto, o agravamento da crise, motivado pela divulgação de grampos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva levou o partido a antecipar a reunião.

Na quinta-feira, 17, o comando do PMDB decidiu não participar da posse conjunta de Lula na Casa Civil, do deputado Mauro Lopes (PMDB-MG) na Secretaria de Aviação Civil e do procurador Eugênio Aragão no Ministério da Justiça. A ida de Lopes para o governo aconteceu à revelia da decisão da convenção nacional do partido, que proibiu os filiados a assumirem cargos no governo. O novo ministro da Aviação Civil deverá ser expulso do PMDB.

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