O mito que Lula construiu desmoronou hoje, afirma Aloysio Nunes

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Aloysio Nunes:"São as dores do parto do nascimento de um novo Brasil, que virá à luz graças à ação corajosa de agentes do Estado, partidos de oposição e, sobretudo da movimentação das ruas"

O senador tucano Aloysio Nunes (PSDB-SP) avaliou a condução coercitiva do ex-presidente Lula pela Polícia Federal como o passo definitivo para o fim do governo do PT. "O governo Dilma acabou com a delação do senador Delcídio. O mito que Lula construiu em torno de seu nome acaba de desmoronar na manhã de hoje", afirmou em nota divulgada à imprensa.

Segundo Aloysio, os atuais acontecimentos, que aproximam a operação Lava Jato de Lula e da presidente Dilma Rousseff darão espaço para a construção de um novo País. "São as dores do parto do nascimento de um novo Brasil, que virá à luz graças à ação corajosa de agentes do Estado, partidos de oposição e, sobretudo da movimentação das ruas", afirmou.

Aloysio é investigado em inquérito derivado da Lava Jato por suposto crime eleitoral. Segundo delação premiada do empreiteiro Ricardo Pessoa, da UTC, a campanha do senador recebeu R$ 300 mil em doação oficial e R$ 200 mil em espécie, não declarados.

Ainda de acordo com o senador tucano, com a saída de Dilma, será possível começar "vida nova", com um "governo de coalizão ampla". Nesta sábado, 5, o senador participar de ato no calçadão de São José do Rio Preto (SP) para convocar a população a participar das manifestações que pedem o afastamento da presidente, agendadas para o próximo dia 13 de março.


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Crimes cometidos à sombra do poder do PT estão vindo à luz, afirma Aécio

Em meio aos desdobramentos da 24ª fase da Operação Lava Jato, o presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), afirmou nesta sexta-feira, 4, que os crimes cometidos à sombra do poder do PT "finalmente estão vindo à luz". A operação deflagrada nesta manhã cumpre mandado de condução coercitiva contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

"O avanço da Operação Lava Jato é um passo definitivo para que os brasileiros possam ter acesso à verdade que há muito tempo vem sendo sonegada ao País. O dia de hoje exigirá de todos nós coragem e serenidade. Os graves indícios de irregularidades e crimes cometidos à sombra do projeto de poder do PT finalmente estão vindo à luz. Vamos continuar apoiando as investigações. O Brasil merece conhecer a verdade", postou Aécio Neves, em seu perfil oficial no Facebook.

A força-tarefa da Operação Lava Jato, que levou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, alvo central da Operação Aletheia, 24ª fase, para depor coercitivamente na manhã desta sexta-feira, 4, diz ter "evidências" de que ele recebeu valores desviados da Petrobras.


Deputado do PSDB defende instalação de comissão do impeachment antes de embargos

Ex-líder da oposição na Câmara, o deputado Bruno Araújo (PSDB-PE) defendeu nesta sexta-feira, 4, que a Casa aproveite a elevação da temperatura política nos últimos dias e instale a comissão especial do impeachment antes de o Supremo Tribunal Federal (STF) responder os embargos declaratórios protocolados pela Câmara contra o rito do processo. O tucano ponderou, contudo, que esta proposta ainda não está consolidada entre os opositores.

Diante de suposta delação premiada do ex-líder do governo no Senado, Delcídio Amaral (PT-MS) divulgada ontem e da condução coercitiva do ex-presidente Lula na 24ª fase da Operação Lava Jato deflagrada hoje, Araújo avaliou que já há uma "convergência" de que está aberta uma transição de governo. "O ambiente começa a apontar que chegaremos ao plenário com uma maioria qualificada para aprovar o impeachment (da presidente Dilma)", disse.

O parlamentar alertou que a resposta aos embargos declaratórios pelo Supremo pode demorar e não é preciso esperar esse tempo. Araújo defende que a Câmara retome logo a instalação da comissão do impeachment, fazendo uma ponderação de que a oposição é contrária ao rito estabelecido pela STF. A instalação da comissão foi suspensa em dezembro do ano passado pelo presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), até que o Supremo respondesse os embargos.

"Chapa avulsa é o menos importante no momento em que há uma convergência de que há um governo de transição", afirmou o ex-líder da oposição. O tucano observou que o que interessará de fato será a sessão plenária em que os 513 deputados votarão abertamente se são a favor ou contra a abertura do processo de impeachment da presidente, que, se deflagrado, será julgado pelo Senado. "Pouco vai valer parecer de comissão especial", disse. 

Araújo ainda avaliou como "risível" e irresponsável" o discurso do PT e do governo de que há uma ação orquestrada da Polícia Federal e Ministério Público contra membros do partido. Segundo o deputado, a "teoria da conspiração" pregada pela legenda é contraditória para a sigla e para o governo, que sempre fizeram questão de pregar o discurso de que foram os responsáveis pela autonomia da PF e MP.

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