Lula diz que aceitou o cargo no governo Dilma para ajudar o Brasil

Foto: Juca Varella/Agência Brasil

"Faz um ano e três meses que eles (a oposição) estão atrapalhando a presidente Dilma a governar"

Em discurso na Avenida Paulista, o ministro-chefe da Casa Civil, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou que aceitou o cargo no governo Dilma para ajudar o Brasil. "Faltam dois anos e dez meses para a companheira Dilma encerrar o governo. É tempo suficiente para virar a história desse País e fazer o povo voltar a ser feliz, para gerar mais emprego e mais salário", afirmou. 

Lula disse também que quer trabalhar para que possa sentar-se junto daqueles que "têm ódio da gente". "Temos que convencer essas pessoas que democracia é acatar o voto da maioria do povo brasileiro", afirmou. 

O ex-presidente contou que, em uma conversa com Dilma Rousseff nesta semana, pediu à presidente para que ela sorria dez vezes por dia e que não fique mal humorada para governar. "É humanamente impossível governar com tranquilidade com a quantidade de desgraça, de provocações e de notícia negativa que ela vê todo dia", afirmou.

"A gente merece paz e a esperança para provar que o esse País vai sobreviver e vai voltar a crescer", disse. Afirmou também que é preciso recuperar a autoestima do povo brasileiro. "Esse País tem o povo mais extraordinário do mundo", disse.

No fim de seu discurso, Lula pediu aos manifestantes para que não aceitem provocações ao voltar para casa. "Quem quiser ficar com raiva que morda o próprio dedo", afirmou.

Encerramento
Foi encerrado há pouco o ato em defesa do governo de Dilma Rousseff, na Av. Paulista. O término foi anunciado por volta das 21h por lideranças dos movimentos sociais e sindicais, em palanque montado em caminhão posicionado em frente ao parque Trianon. Com isso, os milhares de manifestantes que foram ao local começam a se dispersar.

Segundo os organizadores, cerca de 380 mil pessoas foram ao ato. A Polícia Militar de São Paulo estima em 80 mil pessoas. O ato, que começou por volta das 16h, contou com a presença do ex-presidente e ministro-chefe da Casa Civil, Luiz Inácio Lula da Silva, chegou às 19h, discursou e foi embora às 20h.


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Lula: perdi várias eleições, mas não fui para rua protestar contra quem ganhou

O ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, encerrou na noite desta sexta-feira, 18, seu discurso para a multidão que tomou a avenida Paulista em São Paulo. Lula afirmou que perdeu "várias eleições", mas em nenhum momento foi "para rua protestar contra quem ganhou", afirmou, destacando que "tem gente neste País que fala em democracia da boca para fora". 

"Faz um ano e três meses que eles (a oposição) estão atrapalhando a presidente Dilma a governar", diz Lula. "Tentar antecipar eleições é um golpe contra a Dilma. Lutamos para conquistar a democracia e não vamos aceitar", afirmou e, em seguida, entoou o grito de ordem "Não vai ter golpe" junto com os manifestantes. "Nós lutamos para derrubar o regime militar e não vamos aceitar golpe", disse.

Lula afirmou que os manifestantes que estão na Paulista na noite dessa sexta-feira "são aqueles que produzem o pão de cada dia do brasileiro" e que "sabem o que é subir um degrau na vida". "As pessoas que estão aqui sabem o que é para um jovem sem esperança fazer um curso técnico", afirmou.

Ao finalizar o discurso, Lula pediu para os manifestantes pró-governo não aceitarem provocações, a fim de evitar confrontos. "Tem gente que prega a violência contra nós todo dia", disse.

Lula deixou o local cercado de seguranças. Também participaram do ato o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, o presidente nacional do PT, Rui Falcão, e o ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha. 

Antes do discurso de Lula, Haddad afirmou que o ato de hoje não é em defesa de um governo, de um partido, de um homem ou de uma mulher. "É um ato em defesa da democracia, independentemente da sua orientação ideológica", disse.

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