Deputados da oposição e da base brigam no centro do plenário da Câmara

Luis Macedo/Câmara dos Deputados

Entre os que estavam no meio do empurra-empurra, foi possível ver os deputados Darcísio Perondi (PMDB-RS) e Carlos Marun (PMDB-MS), da base, e Alessandro Molon (Rede-RJ), da oposição

Idiana Tomazelli, Adriana Fernandes, Igor Gadelha

Deputados da base e da oposição trocaram socos, empurrões e pontapés na tarde desta quarta-feira, 24, no centro do plenário da Câmara dos Deputados. A confusão foi generalizada, e o deputado André Fufuca (PP-MA), que presidia a sessão no momento, pediu o auxílio de seguranças da Câmara dos Deputados.

Entre os que estavam no meio do empurra-empurra, foi possível ver os deputados Darcísio Perondi (PMDB-RS) e Carlos Marun (PMDB-MS), da base, e Alessandro Molon (Rede-RJ), da oposição. Mas a confusão envolveu grande número de parlamentares.

O clima só se acalmou quando o presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), retornou à mesa e suspendeu a sessão por 30 minutos.
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Temer decreta, por solicitação da Câmara, ação de garantia da lei e da ordem

Carla Araújo e Tania Monteiro

O ministro da Defesa, Raul Jungmann, que foi escalado pelo presidente Michel Temer para dar a resposta do governo às manifestações que acontecem nesta quarta-feira, 24, em Brasília, anunciou nesta tarde que está decretada uma ação de Garantia da Lei e da Ordem e que tropas federais já se encontram no Palácio do Planalto e no Itamaraty e que mais homens chegarão para proteger os ministérios. 

Segundo Jungmann, a decisão de Temer foi tomada após solicitação do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e também por conta da violência registrada nas manifestações de hoje em Brasília. 

"Atendendo à solicitação do senhor presidente da Câmara, Rodrigo Maia, mas também levando em conta fundamentalmente que uma manifestação que estava prevista como pacífica, ela degringolou na violência, no vandalismo, no desrespeito, na agressão ao patrimônio público, na ameaça às pessoas – muitas delas servidores que se encontram aterrorizados e que estamos neste momento garantindo a sua evacuação – o senhor presidente da República decretou, repito por solicitação do presidente da Câmara, uma ação de garantia da Lei e da Ordem", anunciou Jungmann ao lado do ministro do Gabinete de Segurança Institucional, Sergio Etchegoyen. 

O ministro da Defesa disse ainda que as tropas federais já estão ocupando a Esplanada dos Ministérios. "Neste instante, tropas federais já se encontram aqui neste Palácio (do Planalto), no Palácio do Itamaraty e logo mais estão chegando tropas para assegurar que os prédios dos ministérios sejam mantidos incólumes", afirmou. 

Segundo Jungmann, Temer fez questão de ressaltar que "é inaceitável a baderna e o descontrole". "Ele não permitirá que atos como este venham a turbar um processo que se desenvolve de forma democrática e com desrespeito às instituições", finalizou.

Jungmann deixou o pronunciamento, feito no Salão Leste do Planalto, sem responder sobre a ausência do ministro da Justiça, Osmar Serraglio, e também nem sobre quantos homens serão deslocados para Brasília. 

Silêncio
Pela manhã, interlocutores do presidente Michel Temer estavam pregando o silêncio em relação às manifestações. Auxiliares do presidente diziam que era preciso esperar para ver a adesão e o desenrolar dos fatos. No entanto, após os episódios de violência e de registro de incêndios da Esplanada, auxiliares avaliaram que havia ficado insustentável o silêncio. E, então, o governo escalou Jungmann e Etchegoyen para se manifestarem. Serraglio, na última greve geral no fim de abril, tinha sido o escolhido do Planalto para comentar os protestos.

 

 

 

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