Daniel Vilela não perdoa Caiado por dividir MDB e trabalhar pra minar sua candidatura ao governo

Reprodução/Internet

Daniel Vilela avalia que Ronaldo Caiado articula, com um grupo do MDB, para impedir sua candidatura a governador. Ele quer subordiná-lo

Presidente do DEM quer unir as oposições unicamente para disputar a eleição, mas não abre espaço para emedebista.

Não é birra, como alguns pensam. Trata-se de uma disputa cerrada pela hegemonia. Os Vilelas — o deputado federal Daniel Vilela e o ex-prefeito de Aparecida de Goiânia Maguito Vilela — se tornaram hegemônicos no MDB. Eles mandam no partido. O parlamentar é seu presidente e postulante ao cargo de governador. Entretanto, a corrente liderada por Iris Rezende patrocina a pré-candidatura do senador Ronaldo Caiado (DEM). Os prefeitos de Catalão, Adib Elias, de Formosa, Ernesto Roller, de Rio Verde, Paulo Vale, e de Goianésia, Renato “Fiãozinho” de Castro, são coordenados, de maneira sutil, pelo prefeito de Goiânia.

A “tática” de Ronaldo Caiado, de dividir o MDB para forçar Daniel Vilela a ceder — quer dizer, sair da disputa para apoiá-lo, aceitando sua vice, por exemplo —, é criativa, mas não é inteligente. Criativa porque, de fato, enfraquece o jovem emedebista. Mas deixa de ser inteligente porque provoca, senão a ira, uma insatisfação crescente dos Vilelas.

Digamos que o segundo turno seja disputado por Ronaldo Caiado e o pré-candidato do PSDB, José Eliton. Os dois vão buscar o apoio de Daniel Vilela. Seria lógico o emedebista apoiar aquele que o retirou do segundo turno, ao enfraquecê-lo — minando sua base de apoio no interior, os prefeitos das cidades mais importantes? Se for efetivado, o apoio não deve ser considerado lógico, e sim masoquista.

Daniel Vilela diz, pública e privadamente — detectou que emedebistas-iristas e caiadistas estão sugerindo a plantação de notas sustentando que estaria “desmotivado” e ameando “jogar a toalha” —, que será candidato a governador. Ele argumenta que representa o novo e que tem o apoio da base partidária. No entanto, setores de seu próprio partido, alegando que é preciso unir as oposições, trabalham, cada vez mais abertamente, pela candidatura de Ronaldo Caiado. Sublinham que o emedebista é jovem, portanto tem como esperar outras disputas, e não tem experiência tanto política quanto administrativa.

Então, em caso de segundo turno entre Ronaldo Caiado e José Eliton, os eleitores não devem se surpreender se Daniel Vilela ficar ao lado do candidato tucano. Não como vingança em si, e sim como uma resposta à articulação do irismo-caiadismo contra sua ascensão política. Porque, como entende os vilelistas, tal grupo tem dois projetos: primeiro, “eliminar” a candidatura de Daniel Vilela e, segundo, derrotar o candidato apoiado pelo governador Marconi Perillo. Acredita-se, assim, que o grupo de Iris Rezende voltaria ao proscênio.

Em suma, Daniel Vilela não “perdoa” Ronaldo Caiado por trabalhar, em tempo integral, para dividir o MDB e, sobretudo, enfraquecê-lo. Por isso, para além de quaisquer outras considerações, é uma questão de honra o emedebista disputar o governo em outubro deste ano. (Jornal Opção)

Olhe link de matéria completa:
https://www.jornalopcao.com.br/bastidores/daniel-vilela-nao-perdoa-caiado-por-dividir-mdb-e-trabalhar-pra-minar-sua-candidatura-ao-governo-116358/

 

 

 

 

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