Bolsonaro poderá sair da maca pela primeira vez, diz hospital

Redes Sociais/Flávio Bolsonro

Ainda internado e simulando uma arma na mão, o candidato Jair Bolsonaro sai da cama pela primeira vez depois de ataque em Juiz de Fora

Por Camila Boehm – Agência Brasil 

O candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro mantém-se consciente, em boas condições clínicas e hoje será movimentado do leito para a poltrona (poderá se sentar pela primeira vez depois de ataque), de acordo com boletim médico divulgado nesta manhã pelo Hospital Albert Einstein, no bairro Morumbi, no qual ele está internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) desde ontem. Bolsonaro foi esfaqueado na tarde de quinta-feira (6) durante uma atividade de campanha, em Juiz de Fora (MG).

Segundo boletim, não houve intercorrência nas últimas 24 horas e os exames de imagem e laboratoriais realizados ontem durante avaliação médica mostraram resultados estáveis. "Encontra-se em boas condições cardiovascular e pulmonar, sem febre ou outros sinais de infecção. Mantém jejum oral, recebendo nutrientes por via venosa", diz a nota.

O hospital continuará o tratamento clínico, considerado em boa evolução. Segundo o Albert Einstein, não há necessidade de novos procedimentos.

As visitas ao candidato permanecem restritas por ordem médica. Desde ontem, somente esposa e filhos podem entrar na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) onde ele está internado. De acordo com o hospital, a UTI é um local de acesso controlado e o descanso é fundamental para Bolsonaro nesta fase de recuperação.

Redes sociais
Pelo Twitter, o deputado estadual Flávio Bolsonaro informou que o pai começou hoje a fazer fisioterapia. “Meu pai segue evoluindo e começou agora a fisioterapia. Muito obrigado a todos pela força e pelas orações!”, escreveu por volta de meio-dia.

Ele também divulgou uma foto do pai ao lado da maca e já sentado em uma poltrona. Na imagem, o candidato simula ter uma arma nas mãos.

Questionado na porta do hospital sobre o gesto, outro filho de Bolsonaro, Eduardo, disse que essa é uma marca registrada do seu pai, que tem uma conhecido posicionamento contrário ao desarmamento. "Não vejo nada de prejudicial ou alguma coisa que possa gerar violência, nem nada disso", afirmou.

Internação
Bolsonaro saiu da Santa Casa de Juiz de Fora (MG), onde estava internado, na manhã de ontem, em um avião que pousou no aeroporto de Congonhas. De helicóptero da Polícia Militar, ele seguiu até o Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista. De lá, o candidato foi colocado em uma ambulância com destino ao Hospital Albert Einstein, no Morumbi. Bolsonaro foi transferido para São Paulo a pedido da família.

O candidato deu entrada no hospital da capital paulista por volta das 10h45, quando iniciou uma série de exames que durou cerca de 3 horas, segundo a assessoria do hospital. Na ocasião, seu estado de saúde era considerado grave, mas estável.
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Autor do ataque contra Bolsonaro chega a Campo Grande

Por Karine Melo – Agência Brasil

Chegou a Campo Grande (MS) pouco depois das 13h deste sábado (8) o avião da Polícia Federal que partiu pela manhã de Juiz de Fora (MG) com o homem que, na última quinta-feira (6), deu uma facada no candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro.

Adélio Bispo de Oliveira, que confessou à polícia ser o autor do atentado, passará por exames de corpo de delito e, em seguida irá para o presídio federal de Campo Grande, onde ficará em uma cela de 7 metros quadrados. A transferência foi determinada pela Justiça Federal durante a audiência de custódia, na tarde de sexta-feira (7).

A juíza federal Patrícia Alencar Teixeira de Carvalho, da 2ª Vara de Juiz de Fora, converteu a prisão em flagrante para prisão preventiva, sem prazo determinado. Nos primeiros 20 dias, o agressor terá direito apenas a visita de advogados.

O advogado Zanone Manoel de Oliveira Júnior, que defende Adélio, informou que a defesa concordou com a transferência dele para um presídio federal, a fim de garantir sua integridade.

O advogado também disse concordar com o indiciamento de seu cliente pelo Artigo 20 da Lei de Segurança Nacional, que fala em “praticar atentado pessoal ou atos de terrorismo, por inconformismo político”.

 

 

 

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