Aécio diz que PSDB vai ‘botar a cara’ nas manifestações pró-impeachment

Foto: Reprodução

"Decidimos nos engajar no movimento do próximo dia 13. Vamos botar a nossa cara e dizer basta ao que vem acontecendo no Brasil"

O presidente nacional do PSDB, o senador Aécio Neves (MG) disse que seu partido vai "botar a cara", engajando-se nas manifestações de rua a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff marcadas para o próximo dia 13. "Decidimos nos engajar no movimento do próximo dia 13. Vamos botar a nossa cara e dizer basta ao que vem acontecendo no Brasil", afirmou Aécio, após reunir-se com deputados federais tucanos. Mas, questionado se ele mesmo iria a alguma das manifestações no próximo mês, o tucano não deu certeza. "Estou avaliando esta possibilidade. É bem possível que eu esteja, sim", disse o senador.

De acordo com Aécio Neves, o PSDB vai, articulado com outros partidos de oposição, centrar suas atuações em três frentes – a tentativa de cassação da chapa presidencial de Dilma no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), as manifestações pró-impeachment e a apresentação de propostas no Congresso. "Vamos mostrar ao TSE a importância de, o mais rapidamente possível, analisar as contundentes provas que lá estão, vamos para as ruas nos manifestar contra o governo que aí está e vamos aqui apresentar uma pauta", afirmou.

Dentre as propostas que o tucano quer apresentar, estão medidas que envolvem programas sociais. "O PSDB quer discutir com o PT e com o governo as políticas sociais que estão em curso no Brasil, respeitando aquelas que trouxeram efetivamente ganhos para a população, mas apresentando alternativas a esta visão atrasada, arcaica e conservadora de compreender a pobreza apenas na dimensão de ausência de renda", afirmou Neves.


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Movimento lança site para eleitores pressionarem políticos por impeachment

O Movimento Vem Pra Rua lançou ontem, 24, uma ferramenta para incentivar os eleitores a pressionar, pela internet, os parlamentares a aceitar o pedido de abertura de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT).

Segundo Rogerio Chequer, líder e porta-voz do movimento, existe um "gap" de representatividade dos políticos brasileiros e a ferramenta é uma forma de tentar aproximar os cidadãos do Congresso. O site é também uma forma de manter a mobilização das pessoas no ambiente virtual – os últimos protestos de rua contra o governo petista não conseguiram repetir a participação dos primeiros, realizados no início de 2015.

Segundo Chequer, a apuração sobre o posicionamento dos parlamentares foi feita em mutirão pelos próprios participantes do movimento, durante dois meses. Outros dados, como a evolução patrimonial dos políticos e as empresas que contribuíram para suas campanhas, por exemplo, foram reunidos pela equipe de tecnologia do Vem Pra Rua.

Com o site, o movimento espera expor os deputados e senadores contrários ao afastamento da presidente e incentivar a população a cobrar um posicionamento dos indecisos usando telefone, e-mail e as redes sociais. 

"Um dos principais objetivos do MDI é mostrar à população todas as possibilidades de acesso aos deputados federais e senadores que estão em cima do muro em relação ao processo de impeachment" descreve o comunicado do Vem Pra Rua sobre a ferramenta. 

A ideia é, no futuro, usar a mesma ferramenta para outras votações importantes. "Através desta plataforma, a sociedade brasileira terá pela primeira vez um instrumento para se manifestar, toda vez que houver uma votação relevante no Congresso Nacional", afirma Chequer. "Os políticos não mais poderão se esconder da opinião pública e isso mudará a forma dos brasileiros exercerem a Democracia", diz o movimento. 

O site é lançado no mesmo dia da divulgação da pesquisa CNT/MDA que mostrou uma diminuição do apoio popular à ideia de afastamento de Dilma. De acordo com o levantamento, entre julho de 2015 e fevereiro de 2016, caiu de 62,8% para 55,6% a parcela dos que são favoráveis ao impeachment. Os que são contrários à medida são agora 40,3%, ante 32,1% no meio do ano passado. A pesquisa também mostrou uma diminuição da avaliação negativa do governo e da presidente.

A próxima manifestação de rua pelo afastamento de Dilma está marcada para o dia 13 de março, à tarde, na Avenida Paulista, e contará com o apoio de outros movimentos além do Vem Pra Rua. Parlamentares da oposição vêm se reunindo para tentar reacender o tema do impeachment e convocar a população para os protestos.

O ex-candidato à Presidência Aécio Neves (PSDB), que incentivou as pessoas a irem para a rua em situações anteriores, disse que é "bem possível" sua presença no ato desta vez.

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