Prefeitura de Alto Araguaia anuncia suspensão de aulas e de serviços por falta de combustível

Marcos Cardial

Em reunião de emergência ficou definido que serão mantidos os serviços de saúde, como atendimentos e transporte de pacientes. Coleta de lixo será feita em dias alternados

 Marcos Cardial | Assecom/AIA

 A prefeitura do município de Alto Araguaia (415 km de Cuiabá) anunciou, na sexta-feira (25), a suspensão temporária de serviços públicos por falta de combustível causada pela greve dos caminhoneiros que já dura cinco dias. O prefeito Gustavo Melo (PSB) convocou uma reunião de emergência com secretários e chamou a diretoria da Associação Comercial e Empresarial (ACEAIA) e vereadores para debater o assunto. Entre os serviços afetados estão: aulas na rede municipal de ensino, transporte escolar, manutenção da iluminação pública e manutenção de estradas na zona rural.

A partir de segunda-feira (28) serão suspensas, por tempo indeterminado, as aulas na rede municipal de ensino, o transporte escolar ofertado dos alunos da rede municipal e estadual de ensino, além dos acadêmicos de Mineiros (GO). Cerca de 1,6 mil alunos serão afetados.

A prefeitura reforça que com o combustível disponível no momento será possível realizar apenas a coleta de lixo em dias alternados pela Secretaria de Obras e Infraestrutura (SINTRAF). Os demais serviços relacionados a secretaria estão suspensos até que o abastecimento seja normalizado. A mesma medida será adotada pelas secretarias de Agricultura e Administração com expediente apenas interno. Os veículos da frota municipal serão recolhidos para economizar combustível. “Algumas secretarias funcionarão apenas internamente. O objetivo é economizar o máximo possível”, completou.

SAÚDE É PRIORIDADE – Durante a reunião ficou definido que a Secretaria de Saúde manterá as ambulâncias para atender pacientes em situações de urgência e emergência, bem como o transporte de pacientes que fazem hemodiálise em Rondonópolis. Os atendimentos na rede pública de saúde estão mantidos nas unidades do programa de saúde da família (PSF) e hospital municipal.

“O que der para manter vamos manter. Achamos a greve justa. Ninguém está aguentando mais esse aumento consecutivo de combustíveis, que tem afetado, também, as contas públicas. Constantemente é necessário promover o aditivo de preços aos fornecedores de combustível por conta destes aumentos”, disse. O prefeito deixou claro que acompanha de perto a negociação entre o Governo Federal e representantes dos caminhoneiros. Ele teme que ocorra reflexos na arrecadação do município por conta do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

O prefeito garantiu que todos os serviços serão normalizados gradativamente assim que a paralisação for encerrada e o abastecimento dos produtos e serviços normalizada no município. Os protestos ocorrem na BR-070, BR-364, BR-163, BR-174 e BR-158 mais de 20 cidades de Mato Grosso.

 

 

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