Cachoeira some em Ribeirãozinho e córrego corre risco de secar

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ANTES E DEPOIS - A bela queda d’água era ponto de visitação de vários turistas e moradores locais. No local ficaram os degraus de pedras no lugar da queda d’água

Um cenário de rara beleza e rota turística no município de Ribeirãozinho (533 km de Cuiabá), a Cachoeira do Córrego Ribeirãozinho deixou de ser refúgio de turistas em busca de um banho refrescante ou imagens de rara beleza. Situada em meio a uma estreita área de mata de cerrado a pouco mais de 5 km da área central da cidade, a cachoeira não pinga uma gota faz uma semana.

O cenário entristece os moradores da pequena cidade com pouco mais de 2.200 habitantes, segundo dados de 2012 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A cachoeira, que antes era rota para turistas, agora ganha notoriedade por ter desaparecido.

Incrédulos, moradores e turistas vão até a localidade com o objetivo de registrar os degraus de pedras no lugar da queda d’água. Os efeitos da estiagem e o desaparecimento das matas ciliares na localidade são apontados como responsáveis pela mudança do cenário em um dos pontos turísticos mais conhecidos na região. Quem visita a cachoeira do Córrego Ribeirãozinho se espanta e lamenta.

Há 23 anos morando em Ribeirãozinho, o suplente de vereador e radialista Arlan Catulé disse que a situação entristece os moradores. “É um ponto turístico importante da cidade. Tem mais ou menos uma semana que a cachoeira parou de correr água. O pessoal tem ido para fotografar porque parece que não está acreditando. As matas na região sumiram. Muitos córregos correm o risco de sumir do mapa”, cita.

A cachoeira não foi a única afetada. A nascente já não jorra água abundantemente como no início do ano. O Córrego Ribeirãozinho tem cerca de 17 km e uma boa extensão também secou, relata Catulé.

“Onde corria seis ou sete metros de largura de água hoje não passa de um metro. A nascente, que está mais sentido a Ponte Branca, tem pouquinha água, mas tem. Se não chover nos próximos dias, seca também”, acredita. Para ele a situação serve de alerta para o que ocorre com rios maiores em toda região.

Catulé publicou fotos em seu perfil em uma rede social. Os comentários foram inevitáveis. “Lamentável que o homem ainda não está tomando os cuidados necessários para preservar os mananciais d’água”, citou um seguidor. ” Que triste gente. Vê-la assim é de cortar o coração. Dói. A natureza está sumindo”, escreveu outro. O Córrego Ribeirãozinho tem uma forte identidade com a localidade. Serviu de inspiração para o nome do município localizado a 533 km de Cuiabá.  O córrego é afluente do Rio Araguaia. (AIA3.COM)

Olhe link da matéria:
http://aia3.com.br/cachoeira-some-em-ribeiraozinho-e-corrego-corre-risco-de-secar/

 

 

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