Alto Araguaia sedia pela terceira vez encontro de Identificação Geográfica do Queijo Cabacinha

ASSECOM/AIA

Voltada aos produtores rurais, lideranças e sindicatos, o evento reuniu seis cidades do estado de Mato Grosso e quatro cidades goianas, entre elas Portelândia, Mineiros, Perolândia, Santa Rita do Araguaia (GO), Alto Garças, Alto Taquari, Alto Araguaia, Ponte Branca, Araguainha e Ribeirãozinho (MT)

Sediado pela terceira vez em Alto Araguaia (MT), encontro de Identificação Geográfica (IG) do Queijo Cabacinha reúne produtores e representantes de dez municípios, sindicatos, cooperativas e órgãos. Durante o encontro, os participantes traçaram metas, discutiram as etapas de viabilização do registro do queijo e apresentaram um plano de trabalho que inclui o histórico do produto na região.

Voltada aos produtores rurais, lideranças e sindicatos, o evento reuniu seis cidades do estado de Mato Grosso e quatro cidades goianas, entre elas Portelândia, Mineiros, Perolândia, Santa Rita do Araguaia (GO), Alto Garças, Alto Taquari, Alto Araguaia, Ponte Branca, Araguainha e Ribeirãozinho (MT). Participaram do encontro representantes do MAPA, EMATER, SEBRAE (MT/GO).

Dona Alda Fraga, produtora do queijo cabacinha fala da importância do selo e da indicação para os produtores da região e da qualidade da produção. “Eu produzo a mais de 25 anos o queijo, eu gosto muito de fazer e cada dia estamos melhorando. As reuniões para a identificação têm nos ajudado no aprendizado com as orientações dadas”, afirma a produtora.

O secretário de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Meio Ambiente de Alto Araguaia, João Dias de Freitas, relembra que já são 6 anos em busca do reconhecimento do IG.  “Sabemos que é um processo demorado em razão do tramite que precisa ser realizado, mas vamos ganhar essa luta. As reuniões têm sido bem produtivas, sem contar dos benefícios que o produtor e a cidade irão receber”, ressalta.

De acordo com o auditor fiscal do Ministério da Agricultura de Goiás, Rodrigo Batista, a principal razão da reunião é dar prosseguimento ao diagnóstico iniciado em Mineiros e Santa Rita do Araguaia. “Para a região, o título proporciona benefícios em relação ao desenvolvimento financeiro e social. Ainda, valoriza os produtores locais, gera emprego e agrega notoriedade ao patrimônio”. Rodrigo pontua ainda que a exposição pode ter resultados também em setores como turismo, sustentabilidade e preservação ao meio ambiente.

O PROCESSO DA INDICAÇÃO GEOGRÁFICA – O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), desenvolve na região o processo para registro de Indicação Geográfica para produtos agrícolas que possuem notoriedade, tradição e qualidade. Em 2012 os técnicos do MAPA realizaram reunião no município de Mineiros (GO) e constaram que o queijo cabacinha possui destaque na região. A partir de então iniciaram ações para conhecer e identificar o potencial do queijo cabacinha.

A indicação garante aos consumidores que o produto possui qualidade e procedência, além de criar um diferencial ao queijo. Se registrado, o produto passa a ser reconhecido nacionalmente e assegura proteção jurídica em relação ao nome geográfico.

(ASSECOM/AIA)

 

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