Sobe para pelo menos 27 o número de mortos nos ataques terroristas em Bruxelas

Fotos: Reprodução

Números de mortos e feridos não são conclusivos. Autoridades da Bélgica elevaram o alerta para terrorismo pelo país para o nível máximo e paralisaram todo o sistema de transporte público em Bruxelas

Pelo menos 27 pessoas morreram nas explosões que atingiram o aeroporto internacional de Bruxelas e uma estação de metrô perto de instituições da União Europeia nesta terça-feira, qualificadas por autoridades como ataques terroristas. Dezenas de pessoas ficaram feridas.

Um suicida cometeu o ataque no aeroporto e as autoridades avaliavam se parte dos responsáveis pelos atentados pode ter fugido, afirmou em entrevista coletiva um promotor federal da Bélgica. As explosões ocorreram dias após a prisão de Salah Abdeslam, apontado como um dos principais responsáveis pelos ataques e que foi capturado em Bruxelas, após uma caçada de quatro meses.

As primeiras duas explosões ocorreram na manhã desta terça-feira no principal aeroporto da cidade, perto dos balcões do check-in, por volta das 8h (hora local). Testemunhas disseram que havia sangue de muitas das vítimas pelo chão e que houve pânico entre as pessoas que tentavam fugir. Pouco depois das 9h (hora local), outra explosão atingiu a estação de metrô de Maelbeek, que fica bastante próxima de prédios da União Europeia em Bruxelas.

Autoridades disseram que "mais de 12 pessoas" foram mortas no aeroporto e que pelo menos 15 foram mortas e 55 feridas na estação de metrô. O promotor federal belga Frédéric Van Leeuw afirmou que era muito cedo para dar um número preciso de vítimas mas que algumas estavam gravemente feridas. O primeiro-ministro belga, Charles Michel, disse que era "um dia negro" para o país.

Autoridades da Bélgica elevaram o alerta para terrorismo pelo país para o nível máximo e paralisaram todo o sistema de transporte público em Bruxelas, além de pedir às pessoas que fiquem em casa. O conselho de segurança nacional do governo belga se reúne nesta terça-feira.

Uma autoridade dos Estados Unidos disse que os ataques pareciam ser uma tentativa de membros do Estado Islâmico de demonstrar agilidade e capacidade de retaliar rapidamente, após a captura de Abdeslam. Autoridades belgas já haviam advertido para o risco de represálias, após a prisão do suspeito.

Os ataques de 13 de novembro em Paris colocaram Bruxelas no centro das preocupações europeias com o radicalismo islâmico. Os ataques, que deixaram pelo menos 130 mortos, foram em parte realizados por cidadãos belgas e tramados no país, segundo investigadores. Pelo menos 12 suspeitos, todos da região de Bruxelas, foram desde então detidos por vínculos com os ataques.


LEIA MAIS…
Ataques em Bruxelas atingem Europa e é preciso união contra terror, diz França

O presidente da França, François Hollande, afirmou nesta terça-feira que os atentados terroristas em Bruxelas são um ataque contra a Europa como um todo. Segundo ele, o continente precisa tomar medidas para se defender melhor.

"O terrorismo atingiu a Bélgica, mas a Europa foi o alvo e todos são afetados", disse Hollande em Paris. O governo da França pediu melhor coordenação nos esforços europeus para evitar o terrorismo, após ataques em Paris matarem 130 pessoas em novembro. Hollande disse que a Europa precisa garantir que decisões sejam implementadas para melhorar a inteligência europeia.

"Nós precisamos nos dar conta da escala e da seriedade da ameaça terrorista", disse Hollande. "A luta contra o terrorismo precisa ser liderada como um todo pela Europa."

A França reforçou a segurança em seus aeroportos, estações de trem e no transporte público em geral, após os ataques em Bruxelas.


Autoridade da Bélgica diz que explosões foram "ataques terroristas"

O promotor federal da Bélgica, Frederic Van Leeuw, qualificou as três explosões ocorridas mais cedo em Bruxelas como "ataques terroristas". Duas das explosões atingiram o aeroporto de Zavantem, em Bruxelas, e a terceira atingiu a estação de metrô de Maelbeek, também na capital belga. Um porta-voz da autoridade de trânsito de Bruxelas afirmou que houve pelo menos 15 mortes e 55 pessoas ficaram feridas no ataque no metrô.

Segundo autoridades, houve mortes nos dois locais. De acordo com Van Leeuw, "um ataque foi provavelmente cometido por um suicida".

O primeiro-ministro belga, Charles Michel, disse que "o que nós temíamos aconteceu" e que as autoridades estão em alerta para o risco de mais ataques. Michel disse apenas que há "muitos mortos e muitos feridos", sim citar números exatos. Segundo ele, os controles fronteiriços estão sendo reforçados no país. "Nós percebemos que enfrentamos um momento trágico. Temos de ficar calmos e mostrar solidariedade", defendeu o premiê.

O escritório da promotoria em Bruxelas recomendou que as pessoas ficassem em suas casas, até que a situação se acalmasse.

O primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, disse que seu país fará "tudo que podemos para ajudar". O ministro da Justiça da Alemanha, Heiko Mass, disse que "hoje é um dia negro para a Europa", após os ataques.

Os ataques ocorreram dias após a prisão de Salah Abdeslam, um dos principais suspeitos pelos ataques ocorridos no fim do ano passado em Paris. Abdeslam disse a autoridades que havia criado uma nova rede terrorista e que planejava mais atentados.

Compartilhar: