Rússia oferece US$ 50 milhões por informações de responsável por queda de avião

Foto: Reprodução

Esta foi a primeira vez que a Rússia admitiu que o avião que caiu na península do Sinai, no Egito, foi derrubado pela explosão de uma bomba

Autoridades da Rússia disseram ontem, 17, ter encontrado evidências de que o avião de passageiros que caiu no Egito no mês passado foi derrubado por uma bomba. Esta é a primeira vez que os investigadores disseram ter provas de ter sido um ataque terrorista. O Serviço Federal de Segurança ofereceu uma recompensa de US$ 50 milhões para informações que levem à prisão dos responsáveis pela queda do avião.

"Nós podemos dizer, definitivamente, que foi um ataque terrorista", disse Alexander Bortnikov, chefe do Serviço Federal de Segurança, em uma reunião com o presidente Vladimir Putin.

Bortnikov disse que as autoridades tinham provas de que o avião foi derrubado por uma bomba caseira, que deixou vestígios de explosivos em destroços da aeronave e nas bagagens dos passageiros.

Esta foi a primeira vez que a Rússia admitiu que o avião que caiu na península do Sinai, no Egito, com 224 pessoas a bordo, foi derrubado pela explosão de uma bomba. Inicialmente, as autoridades russas tinham dito que o acidente foi causado provavelmente por falha mecânica, embora a suspeita tenha ganhado força dias após o Reino Unido dizer que era muito provável que uma bomba estivesse no avião.

Putin disse na reunião com representantes do Serviço Federal de Segurança que a Rússia vai "encontrar e punir os infratores" onde quer que estejam, e que a campanha aérea de Moscou na Síria "não deve apenas continuar, mas deve ser intensificada".

Rússia dobrou ataques aéreos contra Estado Islâmico na Síria, diz ministro

Aviões de combate russos ampliaram os ataques aéreos contra alvos do Estado Islâmico na Síria, afirmou o ministro da Defesa russo, Sergei Shoigu, nesta quarta-feira,18.

Em declaração televisionada sobre a crise síria liderada pelo presidente Vladimir Putin, Shoigu disse que o número de ataques aéreos, destruindo 140 instalações "terroristas" na Síria. Os ataques usaram aviões táticos que atuam na Síria desde setembro, quando Moscou lançou ataques contra opositores de seu aliado, o presidente Bashar al-Assad, bem como de bombardeiros de longo alcance do território russo, disse o ministro.

O general Anatoli Zhikharev, comandante da Força Aérea russa de longo alcance, disse que ataques do tipo atingiram alvos do Estado Islâmico no norte sírio, entre eles a província de Raqqa, capital de facto do grupo.

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