Premiê da França alerta para o risco de atentados com armas químicas

Foto: Reprodução

Manuel Valls: "Não devemos descartar nada. Sabemos que existe o risco de usarem este tipo de armas"

O primeiro-ministro da França, Manuel Valls, advertiu hoje, 19, sobre o risco de grupos terroristas usarem armas biológicas ou químicas para atacar novamente.

"Não devemos descartar nada. Sabemos que existe o risco de usarem este tipo de armas", disse Valls.

Se antecipando ao risco, autoridades francesas promulgaram um decreto no início desta semana autorizando o uso de antídotos militares para armas químicas contra civis caso um ataque deste tipo aconteça.

Na sequência dos ataques, que deixaram mais de 100 mortos em Paris na sexta-feira à noite, várias autoridades francesas têm alertado que grupos terroristas poderiam preparar outros ataques em Paris ou em outro lugar na Europa.

Polícia realiza sete operações em Bruxelas vinculadas aos atentados de Paris
As autoridades da Bélgica realizam hoje, 19, sete operações policiais na capital Bruxelas em busca de pessoas envolvidas com os ataques terroristas que ocorreram em Paris na última sexta-feira, 13.

O procurador belga Eric Van disse que seis das operações estavam em conexão com uma investigação existente de atos terroristas praticados anteriormente por Bilal Hadfi, um dos homens-bomba dos ataques em Paris.

A sétima operação policial, em Laeken, um subúrbio no noroeste de Bruxelas, está ligada diretamente com os ataques de Paris. No entanto, Eric Van disse que os investigadores esperam que todas as operações ajudem a obter informações sobre a trama por trás dos ataques de Paris. Até o momento, uma pessoa foi detida em Laeken e está sendo interrogada.

"Bilal Hadfi estava envolvido nos ataques de Paris", disse o procurador. "Estamos na esperança de encontrar informações úteis", acrescentou. No entanto, ele disse que não acredita que mais alguém seria detido nas outras operações.

Mais cedo, o primeiro-ministro belga, Charles Michel, anunciou um pacote adicional de medidas contra o terrorismo, no valor de 400 milhões de euros (US$ 427 milhões), destinados a expandir a luta contra o terror.

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