No Twitter, Trump anuncia: ‘Vamos construir o muro!’

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Para construir o muro, Trump poderá se apoiar numa lei de 2006 que autorizou a instalação de cercas ao longo da fronteira

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a usar o Twitter para anunciar planos relacionados à segurança nacional e especificamente, ao muro que prometeu construir na fronteira com o México. Trump deve assinar a ordem executiva da obra hoje.

"Grande dia planejado sobre segurança nacional amanhã. Entre outras coisas, nós vamos construir o muro!", escreveu o presidente no microblog no fim da tarde de terça-feira, em Washington. 

Para construir o muro, Trump poderá se apoiar numa lei de 2006 que autorizou a instalação de cercas ao longo da fronteira. Essa legislação levou à construção de cerca de 1.126 quilômetros de barreiras de diversos tipos, feitas para bloquear a passagem tanto de pessoas quanto de veículos. 

Além disso, Trump ainda estaria ponderando detalhes dos planos para restringir a entrada de refugiados nos EUA. A proposta atual inclui o congelamento de todas as admissões, bem como um banimento temporário de pessoas vindas de países com maioria muçulmana. (Associated Press)


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Trump diz que se México não quiser pagar por muro, é melhor cancelar reunião

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou o México em seu perfil no Twitter, e afirmou que o vizinho deveria cancelar a próxima reunião entre os líderes dos dois países caso os mexicanos não queiram pagar pelo muro que Trump pretende construir na fronteira sul dos EUA.

"Os EUA têm um déficit comercial de US$ 60 bilhões com o México. Trata-se de um acordo unilateral desde o início do Nafta, com um número enorme de empregos e empresas perdidas. Se o México não está disposto a pagar pelo muro, que é um mal necessário, então seria melhor cancelar a próxima reunião", afirmou Trump.

Trump e o presidente mexicano, Enrique Peña Nieto, têm uma reunião marcada para a próxima terça-feira, 31 de janeiro.

Presidente do México cancela visita aos EUA na semana que vem

O presidente do México, Enrique Peña Nieto, anunciou que cancelou a visita à Casa Branca, agendada para a próxima terça-feira.

"Esta manhã informamos à Casa Branca que não comparecerei à reunião de trabalho programada para a próxima terça-feira com o presidente dos Estados Unidos", escreveu o mexicano em seu perfil no Twitter.

"O México reitera sua vontade de trabalhar com os Estados Unidos para chegar a acordos em favor de ambas as nações", completou.

O anúncio de Peña Nieto acontece após o presidente republicano afirmar, também nesta manhã, que, caso o México insista em não pagar pelo muro que o governo dos EUA pretende construir na fronteira entre os dois países, "então seria melhor cancelar a reunião" da próxima semana. (Marcelo Osakabe)

Trump diz que ele e o presidente do México concordaram em cancelar reunião
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, realizou um discurso em um evento do Partido Republicano na Filadélfia, e afirmou que concordou, em conjunto com o presidente mexicano, Enrique Peña Nieto, em cancelar a reunião entre os dois líderes, que seria realizada na próxima terça-feira, 31 de janeiro. A decisão foi tomada após Trump assinar um decreto, na tarde de ontem, que ordena a construção de um muro na fronteira entre os dois países.

Em seu discurso, Trump afirmou que, além da construção do muro, determinou a retirada imediata de "criminosos ilegais" do território americano. "Segurança nas fronteiras é um problema sério. A hora da justiça para os americanos chegou", disse.

Segundo o republicano, "o povo americano não irá pagar pelo muro". A ideia de Trump é atuar, junto com o Congresso, para a aprovação do "ajuste de fronteira", fazendo com que o México pague pelo muro, utilizando o déficit comercial dos EUA com o país vizinho. Mais cedo, em seu Twitter, Trump disse que "os EUA têm um déficit comercial de US$ 60 bilhões com o México".

Além disso, o presidente dos EUA também criticou o Acordo de Livre Comércio da América do Norte (Nafta), dizendo que a parceria "tem sido um péssimo negócio para os EUA desde sua concepção".

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