Irã promete responder a proibição de imigração aos EUA

FOTO: REPRODUÇÃO

A medida de Trump, que tem efeito por pelo menos 90 dias, foi imposta como uma ação de combate ao terrorismo, mas já foi amplamente sentida

O Irã se comprometeu no sábado, 28, a responder à medida do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que impede a entrada nos EUA de pessoas vindas de sete países de maioria muçulmana, incluindo o Irã. A medida suspende a emissão de vistos norte-americanos para cidadãos desses países. 

O Ministério de Relações Exteriores do Irã afirmou em um comunicado divulgado pela agência de notícias oficial que a proibição imposta por Trump é um "óbvio insulto ao mundo islâmico e, em especial, à grande nação iraniana". O texto afirma ainda que a decisão de Trump é um "presente aos extremistas e seus apoiadores". 

O comunicado promete uma reação proporcional do ponto de vista legal, consular e político, mas não detalha qual será a reação. 

A medida de Trump, que tem efeito por pelo menos 90 dias, foi imposta como uma ação de combate ao terrorismo, mas já foi amplamente sentida. 

No Cairo, seis iraquianos e um cidadão do Iêmen foram impedidos de embarcar em um voo para Nova York neste sábado. Todas as companhias aéreas operando no Egito foram informadas mais cedo de que deveriam enviar uma lista de passageiros e suas informações para a aprovação de autoridades norte-americanas. 

A Qatar Airways afirmou em seu site que cidadãos dos sete países afetados só terão permissão para viajar aos Estados Unidos se eles pertencerem a uma lista de categorias específicas de visto, como a de autoridades do governo ou das Nações Unidas. 

Já outra companhia aérea, a Emirates, disse que um pequeno número de passageiros foi afetado. 

Conforme o jornal The Wall Street Journal apurou, o Departamento de Estado norte-americano deverá emitir um comunicado afirmando que cidadãos desses países atingidos que tenham dupla nacionalidade serão barrados de entrar nos Estados Unidos. A medida não atinge pessoas com dupla nacionalidade e que tenham cidadania norte-americana. Fonte: Dow Jones Newswires.


LEIA MAIS…
Após proibição imposta nos EUA, Canadá diz que vai receber refugiados

O primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, está divulgando uma mensagem para os refugiados rejeitados pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump: o Canadá vai aceitá-los. 

Trudeau ainda deseja conversar com Trump sobre a política de refugiados canadense. 

O primeiro-ministro do Canadá reagiu à proibição de entrada nos EUA imposta a pessoas vindas de países de maioria muçulmana escrevendo no Twitter neste sábado um recado: "Àqueles fugindo de perseguição, terror e guerra, os canadenses vão recebê-los independentemente de sua fé. Diversidade é nossa força. Bem-vindos ao Canadá". 

Trudeau ainda postou uma foto em que ele aparece dando as boas vindas a uma criança da Síria no aeroporto de Toronto, ao final de 2015. Ele acompanhou a chegada de mais de 39 mil refugiados sírios logo depois de ter sido eleito. 

Uma porta-voz de Trudeau afirmou ainda que Trudeau tem uma mensagem para Trump. 

"O primeiro-ministro espera poder discutir os sucessos da política de imigração e para refugiados do Canadá com o presidente (dos EUA) quando eles conversarem novamente", disse a porta-voz Kate Purchase. 

Uma visita de Trudeau à Casa Branca é esperada em breve. Até o momento, o primeiro-ministro tem evitado críticas diretas a Trump para evitar ofender o novo presidente dos Estados Unidos. Mais de 75% das exportações do Canadá têm como destino os Estados Unidos. Fonte: Associated Press.


Refugiados que seguiriam para os EUA são barrados no Cairo

Autoridades do aeroporto do Cairo disseram que sete refugiados que seguiriam para os Estados Unidos, seis deles do Iraque e um do Iêmen, foram impedidos de embarcar em um voo da EgyptAir que seguirá para o aeroporto John Fitzgerald Kennedy em Nova York. Segundo as fontes, a ação do aeroporto foi a primeira do tipo após o presidente dos EUA, Donald Trump, impor uma proibição de três meses de entrada de refugiados de sete países de maioria muçulmana.

Os países atingidos pela decisão de Trump tomada na sexta-feira, 27, foram Iraque, Síria, Irã, Sudão, Líbia, Somália e Iêmen.

As autoridades egípcias disseram que os sete imigrantes, escoltados por funcionários do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur), foram impedidos de entrar no avião após autoridades no aeroporto do Cairo contatarem autoridades no aeroporto de Nova York.

As fontes pediram anonimato porque não tinham autorização de falar à imprensa. Fonte: Associated Press.


França e Alemanha criticam bloqueio dos EUA a refugiados

Os ministros das Relações Exteriores de França e Alemanha uniram-se no sábado, 28, em suas críticas à decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de interromper o programa de refugiados americano. O ministro alemão, Sigmar Gabriel, notou que o amor ao vizinho é parte das tradições cristãs dos EUA.

O ministro francês, Jean-Marc Ayrault, disse que a decisão de Trump "só pode nos preocupar". Ontem, Trump assinou uma ordem executiva que suspendeu a entrada nos EUA de refugiados de sete países de maioria muçulmana.

Após reunião neste sábado em Paris, Ayrault e Gabriel disseram que desejam dialogar com Rex Tillerson, indicado de Trump para secretário de Estado que ainda está à espera de confirmação do Legislativo.

"Há muitos outros assuntos que nos preocupam, por isso Sigmar e eu também discutimos o que faremos. Quando nosso colega, Tillerson, for oficialmente apontado, nós dois entraremos em contato com ele", afirmou a autoridade francesa. Fonte: Associated Press.


Merkel diz que não há solução sobre como dividir imigrantes na EU

A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, afirmou no sábado, 28, que ainda não há uma solução para o problema de como dividir de forma justa a carga que supõe a imigração entre os Estados integrantes da União Europeia. O assunto divide há anos o bloco de 28 países e ganhou mais relevância a partir de 2015, após uma onda de centenas de milhares de imigrantes procedentes de fora da Europa.

A Alemanha recebeu a maior parte desses imigrantes, mas insiste também que outros países precisam contribuir, seja aceitando mais pessoas ou destinando fundos para recebê-las.

A falta de solução sobre o assunto transformou-se em arsenal para os críticos de Merkel na Alemanha. A chanceler, que busca um quarto mandato nas eleições gerais de setembro, disse no sábado que insistirá em pedir "um pouco de solidariedade" de todos os Estados da UE, mas que "como se verá isso exatamente é algo que não posso dizer neste momento". Fonte: Associated Press.

Compartilhar: