Hollande condena Estado Islâmico e promete revidar

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François Hollande: “A França vai ser implacável para com os bárbaros do Estado Islâmico. Vai agir por todos os meios em qualquer lugar, dentro ou fora da país

O presidente francês, François Hollande, disse há pouco que o grupo Estado Islâmico orquestrou o pior ataque na França desde a Segunda Guerra Mundial e prometeu revidar.

Hollande disse após a reunião de segurança de emergência, que o número de mortos oficial subiu para 127, na série de ataques simultâneos na noite de sexta-feira, 13. No entanto, outras fontes afirmam que as vítimas fatais já passam de 150.

O presidente declarou três dias de luto nacional e colocou a segurança da nação em seu nível mais alto. Ele disse que a França "vai ser implacável para com os bárbaros do Estado Islâmico". "A França vai agir por todos os meios em qualquer lugar, dentro ou fora da país". A França já está bombardeando alvos dos extremistas na Síria e no Iraque e tem tropas lutando com extremistas na África.

Mais cedo, o Vaticano condenou "da maneira mais radical" os ataques terroristas em Paris. O reverendo Federico Lombardi disse em um comunicado que a madrugada de sábado foi "um atentado à paz para toda a humanidade". 

Lombardi disse que o Vaticano estava rezando pelas vítimas, feridos e por todos os franceses.

Polícia diz ter identificado terrorista que atacou casa de shows Bataclan
A polícia da França disse ter identificado um dos terroristas responsáveis pelo ataque à casa de shows Bataclan, em Paris. De acordo com as autoridades, trata-se de um homem jovem que já teria passagem pela polícia em razão de ligações com o grupo extremista Estado Islâmico.


Os policiais afirmaram que ele teria atuado como homem-bomba no atentado de ontem à noite. Mais cedo, a polícia francesa disse ter encontrado um passaporte sírio juntamente com um dos suspeitos do ataque ao Stade de France, onde ocorria um amistoso de futebol entre França e Alemanha.

Brasileiros feridos em ataques na França passam bem, diz embaixadora
Os dois brasileiros feridos nos ataques em Paris passam bem e não correm risco de morrer. A informação é da embaixadora do Brasil em Paris, Maria Edileuza Fontenele Reis, em entrevista ao jornal O Estado de S.Paulo. Eles foram identificados, mas seus nomes ou Estados de origem não foram revelados porque ainda não havia autorização das famílias. Eles estão internados nos hospitais Salpetrière e Bichat. 


As autoridades de Paris informaram que 80 pessoas continuam em hospitais da cidade em estado grave após os ataques terroristas. Outras 177 estão em situação de emergência relativa, enquanto 53 já receberam alta. Houve ainda apoio a 43 pessoas que estavam de alguma maneira envolvidas com a situação, como parentes e testemunhas. As vítimas foram levadas, principalmente, para os hospitais Saint-Louis, Pitié-Salpêtrière, Européen Georges Pompidou, Henri Mondor, Lariboisière, Saint-Antoine e Beaujon.

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