FBI encontra sinais de radicalização em casal suspeito de tiroteio na Califórnia

Foto: Reuters/Mike Blake

Atentado em San Bernardino, Califórnia, tem sinais de ação radical. 14 pessoas morreram

O casal suspeito de matar 14 pessoas em San Bernardino, Califórnia, parece ter agido de forma radical, inspirado por um grupo no exterior, para levar à frente o que está sendo investigado como o ataque terrorista mais mortífero nos Estados Unidos desde 11 de setembro de 2001. A conclusão é de autoridades da lei. 

James Comey, diretor do FBI, disse que o casal mostrou sinais de que adota uma ideologia radical, com inspiração potencial de organizações terroristas estrangeiras.

Esses resultados iniciais levaram os investigadores à sondagem de que o ato teve motivo obscuro, com uma ligação mais clara com o terrorismo, embora muito das ações dos suspeitos ainda não esteja claro, incluindo a escolha do alvo.

Os sinais de terrorismo, que em grande parte têm base em escutas de conversas por telefone, devem elevar a preocupação com o Estado Islâmico e com outros grupos terroristas. 

Rizwan Syed Farook e sua esposa Tashfeen Malik são suspeitos de desencadear o massacre de quarta-feira, que também deixou 21 feridos, em uma reunião de funcionários em San Bernardino. Os dois atiradores foram perseguidos e mortos pela polícia horas mais tarde, em um tiroteio.

Mais detalhes sobre o casal surgiram nesta sexta-feira, embora pouco tenha sido esclarecido sobre como os dois, que são pais de um bebê, se tornaram suspeitos. Tashfeen Malik raramente era vista em público e usava vestido tradicional, enquanto Farook foi descrito como quieto e tímido.

Pouco antes do ataque, segundo autoridades, Malik postou uma mensagem no Facebook prometendo lealdade ao chefe do Estado Islâmico. O diretor do FBI, ao lado da procuradora-geral Loretta Lynch, não quis confirmar esse detalhe particular a jornalistas em uma reunião, mas disse que os investigadores encontraram certo número de provas que os leva a acreditar que o casal havia sido inspirado por terroristas no exterior.

Compartilhar: