BC chinês faz injeção de 130 bilhões de yuans no sistema financeiro

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A Bolsa de Xangai, a principal da China, fechou em queda de 6,9%, após um pregão abreviado por um novo sistema de circuit breaker, causando uma onda de liquidação nos mercados acionários mundiais

O Banco do Povo da China (PBoC, o BC chinês) fez hoje uma injeção de 130 bilhões de yuans (US$ 19,9 bilhões) em recursos de curto prazo no sistema financeiro do país, segundo comunicado numa tentativa de acalmar os investidores após a forte queda sofrida ontem pelos mercados acionários chineses.

O PBoC ofereceu os recursos na forma de contratos de recompra reversa de sete dias, com taxa de juros a 2,25%, informa o comunicado.

A iniciativa veio depois de o PBoC decidir ontem não renovar uma linha de crédito no mesmo valor para o Banco de Desenvolvimento da China, um dos grandes bancos que ajudam Pequim a implementar suas políticas, diante da avaliação de que a liquidez do mercado continuava ampla.

A não renovação da linha de crédito, contudo, levou os investidores a interpretar que o PBoC pretende apertar sua política monetária, como parte de uma estratégia dos líderes chineses de realizar reformas que garantam à economia uma trajetória mais sustentável.

Ao injetar fundos nesta terça-feira, o PBoC tenta sinalizar que não mudou sua postura acomodatícia, de acordo com fontes ligadas ao BC chinês.

Ontem, a Bolsa de Xangai, a principal da China, fechou em queda de 6,9%, após um pregão abreviado por um novo sistema de circuit breaker, causando uma onda de liquidação nos mercados acionários mundiais. Nos negócios desta terça, o mercado em Xangai opera com volatilidade.


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O Banco do Povo da China (PBoC, o BC chinês) interveio no mercado de câmbio nesta terça-feira, numa tentativa de sustentar a moeda local, o yuan, segundo duas fontes com conhecimento do assunto.

A intervenção cambial veio após o PBoC anunciar uma injeção de 130 bilhões de yuans (US$ 19,9 bilhões) em recursos de curto prazo no sistema financeiro do país, na maior oferta de fundos em um único dia desde 8 de setembro do ano passado.

De acordo com as fontes, o PBoC usou alguns dos maiores bancos chineses como agentes para comprar yuans e vender dólares nos negócios de hoje, ajudando a reverter as perdas que a divisa chinesa registrou ontem.

As fontes, que falaram ao Wall Street Journal, disseram ainda que a intervenção cambial se destinou em parte a conter o movimento de liquidação nas bolsas chinesas, que ontem sofreram fortes quedas e voltaram a fechar em baixa nesta terça-feira, ainda que com perdas significativamente menores.

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