LUTA PELA SOBREVIVÊNCIA EM BONFINÓPOLIS

Reprodução/TV Anhanguera

Família afirma que sobrevive de R$ 900 que recebe de benefício e pensão. Tratamento da filha foi negado e eles têm prazo para recorrer com novos argumentos

Mãe e filha que enfrentam doenças graves, pai que tem diabetes e irmã grávida do 3º filho pedem ajuda para se manter em Goiás

A dona de casa Maria de Lourdes Rodrigues de Souza, de 48 anos e a filha dela, Eliane de Souza Silva, de 25, foram diagnosticadas com doenças graves. A mãe tem câncer e a filha neurofibromatose, que pode evoluir para câncer. As duas relatam que têm formação de nódulos no corpo, dores fortes e cansaço intenso mesmo com quase nenhum esforço.
Marido de Maria e pai de Eliane, Valdecino Souza sofre com diabetes e a outra filha do casal, Jakeline de Souza Silva, está no sexto mês de gravidez do terceiro filho. A família luta para pagar as contas e tratamentos médicos com R$ 900 da pensão que ganham.
Maria de Lourdes relata que o coração de mãe dói duas vezes: um por ela mesma e outro por ver a filha, com apenas 25 anos, tentando conseguir o tratamento para a doença.
“Eu fico muito triste de ver ela sofrendo, que as vezes vejo que ela não está bem, mas está tentando ser forte. Eu tento me manter forte também para que ela não perceba. Mas tem vezes que se eu não estou bem ela percebe. Eu tento falar que estou bem, mas ela sabe que não”.

“Até tinha falado para ela: ‘Vou desistir do meu tratamento para poder ajudar você melhor’. Mas ela falou: não faz isso não’”, contou, emocionada.

Eliane contou que está com dificuldade de conseguir o tratamento para a neurofibromatose. Segundo ela, mesmo com o pedido do Hospital Araújo Jorge para a liberação de um medicamento que pode estagnar a evolução da doença, ela não conseguiu a liberação do remédio pelo Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO).
“A médica falou que a solução é esse remédio. Para as dores diminuírem, os nódulos, que são os tumores que estão na minha barriga e no fígado. Sinto [muita dor], é difícil porque eu ando cansando à toa. Qualquer movimento que eu faço eu fico cansada, corpo treme”.

“Os médicos disseram que não tem solução, não adianta fazer nem radio nem quimio, só o remédio”, afirmou.

No documento do Araújo Jorge a médica Edna Beatriz de Souza Alencar receita o medicamento “Avastin (Bevacizumab) 450 mg/ dia cada 15 dias por tempo indeterminado”.
O MP-GO explicou por e-mail que a paciente teve "um parecer desfavorável da Câmara de Avaliação Técnica em Saúde (CATS)", que é "um órgão técnico, integrado por médicos e outros profissionais de saúde". Conforme o órgçao, a decisão “é desfavorável à liberação do medicamento para a paciente Eliane de Souza Silva, uma vez que não foram encontrados estudos que justifiquem o seu uso no caso em questão”.
Diante disso, a paciente assinou um termo na quinta-feira (9) e tem 15 dias para recorrer da decisão com novos argumentos.
Sobre a negativa, o Araújo Jorge informou, por meio de nota, que “há sim evidências científicas de que o uso desse medicamento estabiliza a doença e melhora os sintomas”. Também de acordo com o hospital, “uma nova consulta foi agendada em prioridade para o dia 13 de agosto”.

(Por Vanessa Martins, G1 GO)

Olhe link da matéria completa:
https://g1.globo.com/go/goias/noticia/2018/08/10/mae-e-filha-que-enfrentam-doencas-graves-pai-que-tem-diabetes-e-irma-gravida-do-3o-filho-pedem-ajuda-para-se-manter-em-bonfinopolis-go.ghtml

 

 

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