Secretaria Cidadã valoriza as comunidades quilombolas

FOTO: REPRODUÇÃO

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O maior quilombo em extensão territorial do Brasil encontra-se em Goiás, com uma área que guarda grandes riquezas naturais e culturais. O Estado possui uma área com mais de 250 mil hectares de Cerrado. Hoje são 33 municípios com comunidades certificadas pela Fundação Palmares, e sete em processo de certificação. Somadas, as comunidades quilombolas reúnem uma população de cerca de cinco mil habitantes em Goiás, que carregam com muita coragem e resistência a história de luta e perseverança de uma raça, parte integrante e indissociável da nação brasileira.

No Estado de Goiás, as políticas públicas voltadas para as comunidades quilombolas são coordenadas pela Secretaria Cidadã e integram ações efetivas em prol da igualdade sociocultural da sociedade brasileira. Em abril deste ano, a secretária Cidadã, Lêda Borges, e o presidente da Agência Goiana de Habitação (Agehab), Luiz Stival, assinaram um convênio para beneficiar, de forma emergencial, as Comunidades Quilombolas do Estado de Goiás. Entre os benefícios, foram entregues 300 Cheques Mais Moradia Reforma e assinados ofícios autorizando 300 Cheques Construção.

Em maio e junho deste ano, o governador, a secretária Cidadã e o presidente da Agehab entregaram os cheques reformas nas Comunidades Quilombola Kalunga do Engenho 2 em Cavalcante, Monte Alegre, Teresina, Alto Paraíso, Niquelândia, Rufino Francisco, e Flores de Goiás.

Cheques Reforma e Construção
Reformar e construir moradias para famílias de Comunidades Tradicionais do Estado de Goiás (quilombolas, ciganos, povos de terreiro), é o objetivo dos Programas Habitacionais: Cheque Mais Moradia da Agehab e Minha Casa Minha Vida da Caixa Econômica Federal.

O Programa Mais Moradia Construção é realizado através do Programa Minha Casa Minha Vida para Comunidades Tradicionais da Caixa Econômica Federal, com contrapartida financeira da Agência Goiana de Habitação (Agehab), complemento este para melhorar a estrutura física e qualidade da casa.

A Secretaria Cidadã atua na articulação junto às associações quilombolas para a entrega da documentação para o cadastramento de todas as famílias para recebimento dos Cheques Reforma, e trata da formalização do recebimento do benefício para construção das casas e reuniões técnicas para selecionar as famílias.

Além disso, a Secretaria Cidadã realiza a capacitação de líderes quilombolas, faz adesão ao Sistema Nacional de Promoção e Igualdade Racial (Sinapir); e implanta o projeto rede criativa, que fomenta a inclusão e pré-incubação de empreendimentos econômicos criativos nas comunidades quilombolas de Goiás.

“A Secretaria Cidadã é uma intermediadora dos trabalhos voltados para as comunidades tradicionais. É com grande satisfação que realizamos ações de valorização a essas comunidades, que fazem parte da história e formação sociocultural da sociedade brasileira. Garantindo o direito de ter onde morar, a dar abrigo à família, e o direito à qualidade de vida”, diz a titular da Secretaria Cidadã, Lêda Borges.

Romaria de São Gonçalo e Nossa Senhora do Livramento
O Governo de Goiás, por meio da Secretaria Cidadã, marca presença também no encontro da Comunidade Quilombola Vão do Moleque, em Cavalcante. A romaria acontece de 12 a 17 de setembro, com festa em louvor a São Gonçalo e Nossa Senhora do Livramento.

O evento tem extensa programação e conta com ações da Secretaria Cidadã para sua realização como: a Oficina da Beleza Negra – capacitação em apliques, turbantes e tranças; Rodas de Conversa sobrePolíticas de Igualdade Racial, Empoderamento da Mulher Negra, Violência Doméstica e Exploração Sexual; e doações de alimentos pela OVG.

Saiba mais
Com identidade e cultura própria, as comunidades dos quilombolas estão diretamente relacionadas à história da ocupação do território brasileiro. Os quilombos surgiram a partir do início do ciclo da mineração no Brasil, quando a mão de obra dos escravos passou a ser utilizada nas minas de ouro, espalhadas pelo interior do País.

Com as dificuldades do trabalho na mineração e as péssimas condições de vida dos escravos, as fugas eram frequentes para o interior do Brasil, em lugares cada vez mais isolados, os chamados Vãos, dando origem aos quilombos

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