Mesa-tenista goiana vai às Paralimpíadas do Rio

Foto: Reprodução

mesa-tenista Thaís Fraga Severo

Por acaso ela entrou no esporte, mas foi com muita dedicação que chegou onde queria. Estamos falando de Thaís Fraga Severo, 23 anos, atleta paralímpica do tênis de mesa sentado que vai representar Goiás e o Brasil nas Paralimpíadas Rio 2016 com apoio do programa Pró-Esporte, da Secretaria de Educação, Cultura e Esporte (Seduce). Os jogos paralímpicos serão de 7 a 18 de setembro no Rio de Janeiro.

“Os meninos iam participar de uma competição em São Paulo e precisava de alguma mulher na equipe, senão eles não poderiam ir. Então, eu fui convidada e participei”, explica. Isso aconteceu há quatro anos. Thaís participou do Campeonato Paralímpico Escolar sem treinar. Resultado: conquistou medalha de ouro. “Eram só três atletas”, brinca, com um sorriso no rosto. Apesar da medalhista diminuir o feito, seu técnico enxergou o talento e disse que ela poderia se preparar para a Paralimpíada Rio 2016. “Eu comecei a treinar porque queria estar no campeonato escolar no próximo ano, não tinha como foco os Jogos Olímpicos”, admite Thaís.

Depois disso, a mesa-tenista ganhou mais dois campeonatos escolares e, em 2013, conquistou o ouro no Parapan 2013, disputado na Argentina. Dali em diante, ela começou a se dedicar mais para construir o caminho que a levará em setembro ao Rio de Janeiro, para a competição que é o sonho qualquer atleta. O esporte nem sempre fez parte da história de Thaís. Até os 15 anos, a garota não dependia da cadeira de rodas, mas um acidente de trânsito a deixou paraplégica. A queda da motocicleta reescreveu todo o futuro da menina que, até aquela idade, não tinha sequer decidido qual profissão seguiria quando adulta.

“Eu trabalhava na Adfego (Associação dos Deficientes Físicos do Estado de Goiás) como atendente de call center, quando surgiu o convite para jogar tênis de mesa. Até então nunca tinha praticado nenhum esporte”, conta.

Paixão
Agora, Thaís diz que sua vida é o esporte. A dedicação ao tênis de mesa é tanta que ela parou a faculdade de Psicologia para competir no Parapan 2013. Ela treina normalmente duas vezes por semana, no mesmo local onde começou a carreira como atleta: a Adfego. Por causa do calor, os treinos são à noite, das 18 às 21 horas. Nos últimos meses, com aproximação da Paralimpíada, a rotina foi modificada. As sessões de treinos passaram a ser diárias. Com o apoio dos pais, com quem mora em um bairro da Região Noroeste da capital, a goianiense tenta controlar a ansiedade de participar da competição que se tornou seu sonho.

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