Mato Grosso inaugura primeira Célula de Inteligência de Fronteira

FOTO: LENINE MARTINS/SESP-MT

Forças de Segurança, estadual e federal, vão compartilhar informações para o combate de organizações criminosas

Mato Grosso inaugurou sua primeira Célula de Inteligência Integrada de Fronteira, em Cáceres (a 220 km de Cuiabá), na sexta-feira (17.02). O objetivo é abrigar em um único espaço operadores de inteligência das forças de segurança estadual e federal, para o combate ao crime.

Profissionais da Polícia Militar, Polícia Judiciária Civil, Sistema Prisional, Polícia Federal e Polícia Rodoviária Federal vão compartilhar dados, para que juntos, possam desencadear operações para o desmonte das organizações criminosas. A célula faz parte recém-inaugurada Delegacia de Fronteira (Defron).

A integração não será apenas entre as forças de segurança, mas também com outros estados com fronteiras nacionais, como é o caso de Mato Grosso do Sul e Paraná.

Representantes de segurança pública dos dois estados firmaram compromisso com Mato Grosso para compartilhar banco de dados e promover o fluxo de informação entre os setores de inteligência.

“Estamos vivendo um momento importante. Com esta integração, a segurança pública sai fortalecida para enfrentamento à criminalidade organizada. Nosso foco será o tráfico de drogas”, disse o secretário adjunto de Inteligência da Sesp, Gustavo Garcia.

O coordenador geral de Inteligência da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), Romano Costa, atribuiu ao estado de Mato Grosso, o pioneirismo e visão estratégica para atuação na fronteira.

“É importante aprimorar os mecanismos de combate as organizações criminosas, e aí entra o tráfico de droga e demais crimes que utilizam a área de fronteira para entrar no país. Os três Estados, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Paraná, iniciaram o trabalho, e neste mesmo caminho seguirão outros estados”, ressaltou.

Com forte atuação na fronteira de Mato Grosso com a Bolívia, a delegada titular da Defron, Cinthia Gomes da Rocha Cupido, disse que o momento é propício para este trabalho que une forças com entidades estaduais e federais.

“Estamos em um momento em que a fronteira está em evidência, principalmente por causa das organizações criminosas. A droga que sai da Bolívia, vai para os demais estados do Brasil e para o mundo inteiro”, enfatizou.

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