Leilão da Celg deverá ocorrer no final de janeiro, diz secretária de Goiás

Foto: Reprodução

Segundo a secretária Ana Carla, duas empresas independentes foram contratadas para avaliar o preço da Celg e chegaram a valores muito próximos

O governo de Goiás e o Ministério de Minas e Energia farão um roadshow internacional para atrair investidores para o leilão da Celg, empresa de energia de Goiás. Segunda a secretária de Fazenda de Goiás, Ana Carla Abrão, o governador de Goiás, Marconi Perillo, vai participar das reuniões com os investidores que ocorrerão na Europa, Ásia e Estados Unidos. O ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, também deverá participar da viagem.

Previsto para novembro, o leilão está atrasado e só deverá ocorrer no final de janeiro, segundo Ana Carla. Ela explicou que o cronograma atrasou por causa de questões junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) e da renovação do contrato de concessão. A Celg foi federalizada pela Eletrobras e depois incluída, em maio no Programa Nacional de Desestatização (PND).

A Eletrobras tem 51% das ações e o governo de Goiás, os 49% restantes. O Conselho Nacional de Desestatização (CND) aprovou ontem as condições para a concessão à iniciativa privada da empresa. A parcela da Eletrobras foi fixada em R$ 1,403 bilhão. Com isso, o preço mínimo total da empresa ficará em R$ 2,750 bilhões. O valor fixado ficou bem abaixo dos R$ 6 bilhões que se esperava na venda da empresa no início do processo de privatização.

Segundo Ana Carla, duas empresas independentes foram contratadas para avaliar o preço da Celg e chegaram a valores muito próximos. "Vamos trabalhar para maximizar esse valor", disse a secretária, que espera um leilão muito competitivo e com ágio. A Celg foi federalizada pela Eletrobras e depois incluída, em maio no programa Nacional de Desestatização (PND). Será a primeira empresa a ser vendida de um grupo distribuidoras da Eletrobras que serão ofertadas ao mercado. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) é o gestor da venda. O banco contratou a Corporação Financeira Internacional (IFC, na sigla em inglês), do Banco Mundial, para desenhar a modelagem. 

Na avaliação da secretária de Fazenda, a empresa, embora esteja hoje com uma situação financeira de endividamento, tem grande potencial de crescimento, e investidores nacionais e estrangeiros manifestaram interesse na compra, inclusive chineses. Para ela, o potencial de desenvolvimento do Estado de Goiás será o grande diferencial para elevar o preço na hora do leilão.

Compartilhar: