Hugol é referência na captação de órgãos e tecidos no Centro-Oeste

FOTO: REPRODUÇÃO

Em 2016, 47 órgãos foram doados no hospital. Além do coração, fígado e córneas, também foi possível captar pulmão, ação inédita na unidade

O Hospital de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol), em Goiânia, tem se tornado referência na doação e na captação de órgãos e tecidos na Região Centro-Oeste do País. Em 2016, 47 órgãos e tecidos foram doados, em histórias que misturam a dor da perda para uma família e a alegria do recomeço para outras.

Os dados estatísticos da Central de Transplantes de Goiás revelam que a principal causa das mortes de pacientes com morte encefálica no Hugol foi o Traumatismo Crânio Encefálico (TCE), correspondendo a 35% dos casos, seguido pelo Acidente Vascular Encefálico Hemorrágico (AVCH), em 30%. Quanto ao perfil desses pacientes, 62% são do sexo masculino e 38% do feminino; em relação à faixa etária, 28% possuem idade entre 50 e 64 anos, 25% entre 35 e 49 anos, 21% entre 65 e 79 anos e 20% com 18 a 34 anos.

Captação de pulmões
Após sofrer morte encefálica devido a um acidente vascular cerebral hemorrágico, a família de um paciente de 26 anos de idade, internado no Hugol, consentiu com a doação de múltiplos órgãos. Esse ato de solidariedade possibilitou auxiliar sete pessoas que estavam na fila de transplantes em três estados do País: São Paulo, Brasília e Goiás.

Captações de múltiplos órgãos têm acontecido frequentemente na unidade, mas o diferencial dessa é que, além do coração, fígado, rins e córneas, também foi possível captar pulmão, sendo a primeira vez que esse órgão foi captado na unidade.

“As captações de pulmões são mais raras devido à complexidade do órgão, muito sensível às infecções e geralmente o primeiro órgão a se inviabilizar”, explica a enfermeira da Central de Notificação, Captação e Distribuição de Órgãos e Tecidos/Goiás, Katiúscia Christiane Freitas. Ela ressalta ainda o fator mais importante dessa captação: “sete vidas foram salvas e nada disso seria possível sem a decisão da família em concordar com a doação de órgãos, além do empenho da equipe do Hugol na manutenção adequada do doador após o diagnóstico de morte encefálica”, conclui.

O diretor geral do Hugol, Hélio Ponciano ressalta o compromisso do hospital em salvar vidas por meio da parceria efetiva com a Central de Transplantes, que tem sido ampliada: “Mesmo com equipamentos modernos, estrutura de grande porte e profissionais capacitados, alguns pacientes não conseguem se recuperar e fatalmente vão a óbito. É nessa hora que surge a segunda chance de salvar vidas: com a autorização das famílias dos pacientes desses casos irreversíveis, é possível captar órgãos e tecidos e transplantá-los em outras pessoas que esperam ansiosas por mais uma oportunidade de viver”.

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