Governo federal vai implantar o Conecta SUS em todo o País

FOTO: REPRODUÇÃO

Médica Adriana Melo em reunião com técnicos da Saúde e Comitê de Microcefalia

A experiência do Governo de Goiás de gestão das informações relacionadas à saúde pública, o Centro de Informações e Decisões Estratégicas em Saúde Zilda Arns Neumann – Conecta SUS – começa a ser implantada, nacionalmente, pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário. O ministro Osmar Terra esteve em Goiânia nesta quinta-feira, dia 5, com uma comitiva de 18 servidores do órgão, e da médica Adriana Melo, e visitou o ambiente tecnológico da Secretaria da Saúde de Goiás (SES-GO), que permite a concentração de informações estratégicas para a gestão do SUS.

“Trazer essa sala de situação para a área de assistência social, o Bolsa Família, o Criança Feliz, vai ser um avanço importante. Eu já tinha conhecido, mas queria que também os secretários do Ministério vissem e vamos começar a montar um cronograma para trabalhar isso em nível nacional”, afirmou Osmar Terra.

Experiência pioneira
O Conecta SUS, inaugurado ao final de 2014 pelo governador Marconi Perillo, ganhou destaque e se tornou referência para os governos estaduais e para a União já nos primeiros meses de 2015. O sistema é uma experiência pioneira que informatiza a oferta de vagas pelo SUS em todo o Estado.

Em visita à Goiânia na época, o ministro da Saúde, Ricardo Barros, conheceu o novo sistema e afirmou que o Conecta SUS poderia ser considerado uma das experiências “mais exitosas do Brasil”. “Nós temos como prioridade número um do ministério a informação. Para fazermos a gestão, precisamos de informação. Então, vim visitar esta experiência, que é considerada das mais exitosas do Brasil e é onde o Ministério da Saúde quer chegar com um Painel de Controle Nacional”, afirmou.

De acordo com o secretário da Saúde, Leonardo Vilela, o Conecta SUS permite a tomada rápida de decisões para melhorar a vida das pessoas. Por meio do Centro, são controlados mais de duzentos indicadores que vão desde cobertura vacinal, a incidência de doenças, execução orçamentária e financeira dos recursos da SES, obras, hospitais e equipamentos. “Isso nos permite fazer uma saúde pública de qualidade e, sobretudo, com a aplicação adequada dos recursos públicos que são tão importantes para a saúde”, avaliou.

O secretário destacou ainda que é importante que outros estados e o governo federal criem sistemas semelhantes ao Conecta SUS. “Isso permitirá que haja uma troca de informações e de experiências, para que possamos melhorar nossa eficiência na gestão dos recursos do Estado”, salientou.

Microcefalia
A médica Adriana Melo foi a responsável pela primeira pesquisa que estabeleceu a relação entre o vírus da zika e o surto de casos de microcefalia. Na visita ao Conecta, ela se reuniu com profissionais da SES, com o Comitê Técnico Estadual para Investigação dos Casos e Óbitos por Microcefalia e Casos de Microcefalia possivelmente Associados ao zika vírus em Goiás e com organizações e estabelecimentos que compõe a rede de cuidado, proteção e promoção.

Em seguida, conheceu o acompanhamento feito pelo Conecta, de gestantes com zika, georreferenciadas; e o sistema que a SES está construindo para acompanhamento de crianças com microcefalia, georreferenciadas.

Adriana Melo lidera pesquisa sobre as doenças relacionadas ao zika, com apoio da Prefeitura de Campina Grande (PB), que será expandida, nacionalmente, por meio do Programa Criança Feliz, do MDS. De acordo com a médica, serão construídos cinco centros nacionais, sendo o primeiro deles, em Campina Grande, com o objetivo de estudar a doença e prestar assistência integral às crianças com sequelas.

De acordo com Adriana, o Conecta SUS será usado nesses centros de pesquisa para apoiar os pesquisadores no planejamento e monitoramento dos pacientes e gestantes. “Não tem sentido sairmos do zero, quando já temos esse modelo, em Goiás, que vai nos ajudar na gestão e acompanhamento”, destacou.

A médica avalia que o Conecta SUS permitirá que seja feito um acompanhamento adequado das crianças que tiveram problemas neurológicos em decorrência do zika, assim como das gestantes. “Temos hoje a disposição, a tecnologia que nos pode ajudar a acompanhar o desenvolvendo dessas crianças. Então, estamos vendo que outras variáveis poderemos acrescentar, ao programa”, afirmou.

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