Goiás sai na frente ao implantar serviço de suporte telefônico sobre Anemia Falciforme

Foto Ilustrativa

O anúncio foi feito pelo secretário de Estado da Saúde de Goiás, Leonardo Vilela

Apesar de existirem cerca de 60 mil pessoas no Brasil vivendo com Anemia Falciforme, poucos conhecem ou já ouviram falar sobre esse mal. Em Goiás são cerca de 3,7 mil portadores da doença. Para melhorar o atendimento a esta parcela da população, a Secretaria de Estado da Saúde (SES-GO) implantou a partir dessa terça-feira, dia 27, o serviço de suporte telefônico no Centro de Informações Toxicológicas (CIT) para fornecer informações e orientações aos médicos e enfermeiros. O sistema é pioneiro no País. O CIT atende em regime de plantão 24 horas, por meio dos números 0800– 646-4350 e 3201-4564.

O anúncio foi feito pelo secretario de Estado da Saúde de Goiás, Leonardo Vilela, durante a solenidade alusiva ao Dia Mundial da Conscientização da Anemia Falciforme, celebrado em 19 de junho. Na oportunidade, o secretário recebeu, no Conecta SUS, pacientes e familiares de portadores da doença que integram a Associação dos Portadores de Anemia Falciforme Caroline Vitória. Fundada há cerca de dois anos, a entidade conta com cerca de 200 cadastrados.

Cartão de Identificação
Leonardo Vilela também anunciou a implantação de um Cartão de Identificação específico para os portadores de anemia falciforme. O documento traz os telefones do CIT e do Hemocentro, que devem ser acionados caso o paciente tenha uma crise da doença. O atendente então dará orientações de como proceder neste caso. O cartão será entregue aos portadores pela Associação de Anemia Falciforme Caroline Vitória.

“Com estas duas medidas, bem simples, queremos chamar a atenção para esta doença, bem como reduzir as taxas de internação devido as crises, que, se não forem atendidas a tempo, podem levar à morte”, afirma Leonardo Vilela. Segundo ele, a implantação do serviço do CIT e do Cartão de Identificação fazem parte de um conjunto de ações desenvolvidas pela Superintendência de Políticas de Atenção Integral à Saúde (SPAIS/SES), que coordena a Câmara Técnica de Assessoramento em Doenças Falciformes e outras Hemoglobinopatias e Comitê Técnico da População Negra. “São parceiros importantes para o desenvolvimento de ações e serviços de saúde destinados a esta parcela da população”, destaca Vilela.

O secretário também informa que para a implantação do serviço do CIT, a SES-GO promoveu nos dias 21 e 22 de junho a capacitação técnica dos profissionais dos hospitais estaduais e do Hemocentro. Os participantes receberam atualização sobre urgência, emergência e conhecimento sobre o Fluxo de Atendimento em Doença Falciforme e outras Hemoglobinopatias. Também promoveu, em 20 de junho, uma videoconferência com o Ministério da Saúde sobre “Linha de Cuidado dos Portadores de Doença”, com o objetivo de capacitar e qualificar profissionais de saúde para a prevenção, diagnóstico e tratamento da enfermidade.

Doença genética
A Anemia Falciforme é genética e hereditária, caracterizada por uma alteração nos glóbulos vermelhos do sangue (hemácias). Na pessoa com falciforme, em período de crise, a hemácia modifica o seu formato: de arredondada para o formato de foice, o que acaba dificultando a circulação de oxigênio nos tecidos. Os principais sinais da doença são dores crônicas, infecções e icterícia, e ocorrem já no primeiro ano de vida. A predominância da doença é maior entre pretos e pardos, mas não é exclusiva desse grupo populacional.

Apesar de particularidades que as distinguem e de graus variados de gravidade, as diferentes formas da doença caracterizam-se por numerosas complicações que podem afetar quase todos os órgãos e sistemas, com expressiva redução da capacidade de trabalho e da expectativa de vida, necessitando de identificação e tratamento precoce. (Comunicação Setorial SES-GO)

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