Consórcio Brasil Central prioriza logística e desenvolvimento regional

Foto: Reprodução

Grupo reuniu-se para discutir os interesses comuns ao desenvolvimento da região Centro-Norte e parte do Nordeste brasileiro

Em reunião dia 04/02, governadores de sete Estados mais o do Distrito Federal, além do goiano Marconi Perillo, fizeram uma nova rodada de conversa do Consórcio Brasil Central. Estavam presentes Rodrigo Rollemberg (Distrito Federal), Pedro Taques (Mato Grosso), Reinaldo Azambuja (Mato Grosso do Sul), Marcelo Miranda (Tocantins), Confúcio Moura (Rondônia) e os convidados José Melo (Amazonas) e o vice-governador do Maranhão, Carlos Brandão.

Desde a quinta-feira, 03, o grupo reuniu-se para discutir os interesses comuns ao desenvolvimento da região Centro-Norte e parte do Nordeste brasileiro. “Hoje somos seis estados unidos para fortalecer nossos anseios. Em breve esperamos nos tornar oito”, reforçou o presidente do Consórcio, Marconi Perillo, em menção aos dois Estados que demonstraram interesse em integrar o grupo: Amazonas e Maranhão.

Todas as autoridades reforçaram a importância dessa união na busca de ações que proporcionem o desenvolvimento econômico e social de seus Estados. “Estamos falando de projetos para uma região que concentra grande parte da população, rica em produtividade”, alegou Marconi, ao lembrar que o consórcio foi formatado atendendo a rigorosos critérios legais e que conta com importante consultoria técnica responsável pela elaboração de políticas públicas que possam ser compartilhadas entre os diferentes membros da federação.

“Conseguimos criar uma estrutura robusta e já avançamos positivamente em alguns sentidos, como no caso do FCO. Hoje, estaremos logo mais, todos reunidos com a presidente da República, Dilma Rousseff, para tratar sobre o alongamento da dívida dos Estados. Unidos, com certeza, somos mais fortes”, pontuou Marconi.

Força dos Estados
O governador do Mato Grosso, Pedro Taques, enalteceu a força dos Estados integrantes do grupo. “Basta somar os PIBs de cada um e os nossos superávits. Contribuímos imensamente para a economia nacional”, alegou. Ele adiantou que por meio da assessoria técnica do consórcio estão sendo trabalhados projetos nas áreas de logística, transportes, recuperação de áreas degradadas, entre outros.

Para o governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, todas as alternativas são válidas para a construção de uma agenda positiva de desenvolvimento para os Estados. “Essa união já nos rendeu saldos positivos como a mudança nos indexadores da dívida dos Estados. Hoje, temos como preocupação, a retomada das operações de crédito. E esse consórcio tem contribuído muito para avançarmos nestas questões”, explicou.

Já o governador do Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja, trouxe para a pauta a questão das pastagens degradadas. “O agronegócio é um forte componente de nosso crescimento, mas precisamos encarrar de forma coletiva a questão da degradação. O Mato Grosso do Sul tem hoje área de pastagem de 28,2 milhões de hectares , dos quais 14 milhões estão em algum estágio de degradação.  São áreas que poderiam estar sendo produtivas e revertendo em riquezas”, lamentou Azambuja.

A pauta do governador do Tocantins, Marcelo Miranda, girou em torno do melhor aproveitamento das hidrovias. “Temos mais de mil quilômetros de hidrovias perfeitamente navegáveis e que nos permite fazer a ligação com o Oceano Atlântico via Pará. Temos que discutir o melhor aproveitamento do escoamento da produção pelas nossas hidrovias”, solicitou Miranda.

Logística e desenvolvimento em pauta
O tema do encontro na capital goiana é o da infraestrutura e macrologística. Em conversas e reuniões ao longo do ano passado foi identificada essa questão como uma das prioritárias. Uma das possibilidades para o desenvolvimento do setor na região é a parceria com bancos públicos, privados e outras instituições financeiras. Para isso, o presidente do Banco de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, participa da reunião desta sexta-feira, para apresentar as possibilidades de parceria com a instituição. “Já tivemos a sinalização favorável do BNDES para investimentos que foquem em melhorias na infraestrutura e no desenvolvimento regional”, alegou Marconi Perillo.

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