‘Sou melhor hoje do que era ontem’, diz Dunga após 3 a 0 sobre o Peru

Fotos: Reprodução

Segundo o treinador, todas as mudanças que ele tem feito na equipe são para que o jogo coletivo da seleção favoreça a individualidade de cada jogador

As variações táticas apresentadas pela seleção brasileira nas Eliminatórias da Copa do Mundo são, na visão de Dunga, reflexo da sua evolução profissional. O treinador admitiu após a vitória por 3 a 0 sobre o Peru, obtida ontemà noite, 17, em Salvador, que ultimamente passou a, por exemplo, estudar mais os adversários. 

"Seguramente fecho o ano com mais certezas. Uma delas é a de que sou melhor hoje do que era ontem. Isso é um ponto positivo. Todo mundo fala de mudança tática e sistema, mas, quando treinador no Brasil muda a equipe, cai o mundo e falam que ele não repetiu a equipe. Na Europa, quando o treinador muda o sistema, a forma de jogar e os jogadores, falam que o cara é fantástico. Tentei me aprimorar, buscar opções. Estudei o adversário, como ele joga e suas características", disse o treinador.

Com sete pontos em quatro rodadas, o Brasil está na terceira colocação das Eliminatórias Sul-Americanas da Copa do Mundo de 2018. Os próximos jogos da equipe nacional serão em março contra Uruguai (em casa) e Paraguai (fora).

Contra o Peru, além do zagueiro Gil, que entrou no lugar de David Luiz, suspenso, Dunga fez mais duas mudanças em relação ao time titular do empate por 1 a 1 com a Argentina na semana passada. O treinador colocou Renato Augusto na vaga de Lucas Lima e Douglas Costa no lugar de Ricardo Oliveira.

Com as alterações, a seleção atuou no esquema 4-1-4-1 e deixou de contar com um centroavante fixo para ter Neymar como "falso 9" e Douglas Costa e Willian abertos pelas laterais do campo. "Não queria dar referências aos dois zagueiros do Peru e as duas alas teriam mais facilidade para atacar. Continuaríamos sendo agudos, com mais velocidade", explicou Dunga.

De acordo com o treinador, todas as mudanças que ele tem feito na equipe são para que o jogo coletivo da seleção favoreça a individualidade de cada jogador. "A ideia é tentar encaixar a nossa formação com o adversário para termos supremacia naquilo que é a nossa maior virtude, que é a qualidade técnica", disse.

Zaga do Brasil festeja boa atuação após anular Guerrero em vitória na Bahia

Um dos pontos positivos da seleção brasileira na vitória por 3 a 0 sobre o Peru, na noite de terça-feira em Salvador, foi o comportamento da defesa. Apesar de o adversário ter um atacante perigoso como Guerrero, o setor praticamente não correu riscos. O atacante não teve espaço para concluir jogadas e chegou a dar de recuar para tentar conseguir jogar. E isso embora a defesa brasileira tenha pouco entrosamento.

A dupla de zaga, por exemplo, formada por Miranda e Gil atuou junta pela primeira vez. O goleiro Alisson fez apenas sua terceira partida pela seleção. E nas três teve duplas diferentes a protegê-lo (Marquinhos e Miranda jogaram contra a Venezuela e David Luiz e Miranda enfrentaram a Argentina).

Alisson destacou o desempenho contra os peruanos. "A defesa foi consistente, não permitimos praticamente nada a eles. Não corremos perigo e isso é importante", disse o goleiro do Internacional. Ele lembrou que foi uma situação bem diferente da vivida em Buenos Aires contra a Argentina, embora as circunstâncias fossem muito distintas.

Ao comentar seu rendimento nos três jogos, Alisson se considera aprovado. "Avalio de forma positiva, o que me deixa feliz. Contra a Venezuela foi difícil por ser uma estreia e depois vem um clássico. Creio que fiz duas boas partidas e também entendo que fui bem agora."

Titular absoluto da seleção, Miranda garantiu não ter preferência de jogar pelo lado esquerdo, como fez contra o Peru, ou pelo lado direito da zaga. "Para mim é indiferente. O que importa é jogar, ainda mais na seleção, onde são poucos que têm essa oportunidade." Ele garantiu ter se sentido bem ao lado de Gil e destacou o fato de, no jogo na Fonte Nova, o Peru não ter tido uma chance clara de gol em bolas pelo alto.

Gil, por seu lado, tem consciência de que fez boa partida, espera ser mantido como titular, mas não se vê garantido por apenas uma atuação. "Não acho que está consolidada (a sua titularidade)." Mesmo porque, a seleção, agora, só volta a se reunir em março de 2016, para os jogos das Eliminatórias da Copa contra Uruguai e Paraguai. Por isso, Gil tem como objetivo primordial continuar saindo-se bem no Corinthians. "O que nos leva à seleção é o que fazemos no clube."

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