Chama olímpica percorre o Brasil e já passou por 151 cidades

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O calor humano tem marcado a passagem do símbolo pelo País. No domingo, a chama desembarcou em Manaus, no Amazonas

Faltam 48 dias até o acendimento da pira olímpica na cerimônia de abertura da Olimpíada do Rio, em 5 de agosto. Cerca de 6 mil condutores ainda participarão do revezamento da tocha nas 176 cidades que faltam, com a missão de percorrer mais de 15 mil quilômetros. No domingo, a chama desembarcou em Manaus, no Amazonas. 

O calor humano tem marcado a passagem do símbolo pelo País. Esse é justamente o desafio da organização depois de transcorrida a metade dos 95 dias previstos. “A gente vê todo mundo querendo chegar perto e tirar selfie. É um desafio logístico manter a euforia dentro de um limite, a gente preza pela segurança”, explica Leonardo Caetano, diretor de cerimônias e revezamento da tocha do Comitê Rio-2016. 

Mas a participação popular tem suas particularidades. A passagem da tocha olímpica é encarada como atração principal nas pequenas cidades, enquanto as metrópoles recebem a chama dentro de um cenário de grandes celebrações, com shows populares no fim do dia.

A pontualidade foi a maior dificuldade no início da operação. No primeiro dia, em Brasília, foram horas de atraso. “É uma operação de guerra. A gente começou com alguns atrasos no deslocamento e vem corrigindo isso. É ruim para a população que fica esperando”, diz Leonardo.

Até agora, foram realizadas cinco operações especiais em cartões-postais: Inhotim, em Minas Gerais, Chapada Diamantina, na Bahia, Porto de Galinhas e Fernando de Noronha, em Pernambuco e Lençóis Maranhenses. 

O surfista Carlos Burle carregou a tocha nas ondas pernambucanas. “Fiquei muito emocionado. Estava nervoso porque tinha um risco real de cair e a chama se apagar. Quando encostei na areia com a tocha acesa, fiquei aliviado. Foi a hora que relaxei”, conta.

Em Manaus, o medalhista olímpico Robson Caetano terá a chance de participar do revezamento. “Fico honrado por carregar o fogo simbólico dos Jogos Olímpicos”, exalta. O ex-atleta escolheu a capital do Amazonas justamente por já ter corrido por um clube de lá. “Vai ser mais um momento marcante na minha carreira”, destaca.


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Estado de calamidade não afetará Olimpíada, diz Paes

O prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB), reafirmou no domingo (19) que os Jogos Olímpicos, a serem disputados em agosto, não serão afetados pela decretação de estado de calamidade pelo governo estadual em função da crise financeira. Segundo Paes, a capital fluminense "vive uma situação fiscal absolutamente confortável". A calamidade financeira foi decretada na sexta-feira (17) pelo governador em exercício, Francisco Dornelles.

Amparado pelo decreto, o governo federal editará uma medida provisória de socorro ao Rio, a qual destinará R$ 3 bilhões em transferência direta da União para o Estado. Os recursos deverão ser destinados à conclusão da linha 4 do metrô, entre Barra da Tijuca (zona oeste) e Ipanema (zona sul), e ao pagamento do funcionalismo municipal, pois os salários estão atrasados. A linha 4 foi um dos compromissos da candidatura do Rio à Olimpíada. Uma das justificativas de Dornelles para a decretação da calamidade é que a situação crítica das finanças impede o Estado de honrar compromissos assumidos para a realização dos Jogos.

Paes voltou a falar do assunto na inauguração do Túnel Prefeito Marcello Alencar, entre a zona portuária e o início da pista sentido zona sul do Aterro do Flamengo. Ele disse que a crise não terá reflexo nos Jogos, diferentemente do que indica o decreto estadual. "A gente vive um situação fiscal absolutamente confortável. As dificuldades que o Estado passa não têm nada a ver com a Olimpíada, que permitiu fazer muita coisa no Rio. Isso aqui (túnel) não tem um tostão de dinheiro público nem de qualquer repasse federal para o município. Foi tudo com dinheiro privado", afirmou.

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