DR. NILTON: UMA VIDA DEDICADA AO TRABALHO E À FAMÍLIA

Em entrevista à Olhaki Revista Dr. Nilton comenta sua trajetória profissional e faz revelações importantes sobre a medicina mineirense. Dentre vários outros assuntos fala sobre a construção do Pilões Hotel, administrado por sua esposa Vera Lúcia.

O entrevistado desta edição sempre teve papel marcante no desenvolvimento da medicina mineirense, participando da fundação do Hospital São Lucas, do Centro Diagnóstico de Mineiros, na busca de novas tecnologias e no aprimoramento médico-hospitalar. Estamos falando do Dr. Nilton Carvalho de Souza, nascido em 26/10/1942, na zona rural da cidade de Mineiros-GO.
Casado com Vera Lúcia Carvalho de Castro Souza, cursou o primário no Grupo Escolar Pedro Ludovico e o curso Ginasial no Colégio Santo Agostinho, ambos em Mineiros. O curso médio no Colégio Universitário da UFG e o curso superior na Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Goiás.

Do seu casamento com Vera tiveram quatro filhos, perderam um. São eles: Regina Mara, advogada e psicóloga, da qual tiveram dois netos, o Pedro e a Maria Clara; o Dr. Nilton Jr, médico ortopedista, casado com Adriana Vian, que geraram dois netos, a Ana Louise, que está esperando um filho e o João Lucas; o empresário Marcelo, casado com Juliana Lacerda, três netos, o Marcio Gabriel e as caçulas Joana e Laura.

Dr. Nilton dedica-se preferencialmente à medicina, atua na área de diagnóstico por imagem e Pecuária. A esposa dedica-se à hotelaria.
Eis a entrevista…

Como tem sido conciliar tantas atividades como a hospitalar, empresarial e agropecuária?
Dr. Nilton – Nasci na zona rural, tenho experiência em agropecuária. Sei que agricultura não permite descuido e necessita vigilância constante, agir rapidamente quando há necessidade, portanto agricultor dependente e como eu sou médico e é neste ofício que pretendo atuar enquanto me julgar útil, não posso lidar com lavouras e me envolvo só com a pecuária.
Para administrar o hospital não o faço só e para tanto divido essa tarefa num nível hierárquico avançado, composto de três sócios, o Diretor Clínico, o Diretor Financeiro e o Diretor Técnico, no nosso caso, o Dr. Ariolando, Dr. Clerito e eu. Terceirizamos vários serviços e contratamos uma firma, com um gestor, com poderes para deliberar atividades para alguns auxiliares, pois o médico não tem tempo de olhar tudo, ou seja, entra para o consultório ou outros departamentos (cirúrgicos, radiológicos, cardiológicos, etc.), e só Deus sabe o que se passa lá fora.
Quanto à atividade hoteleira quem a exerce é a Vera, que a faz com muita competência.

O senhor optou pela medicina vivenciando o pioneirismo de médicos como Dr. Neves, Dr. Suhail, Dr. Filgueiras, Dr. João Paniago, Dr. Luiz Luciano, Dr. Evaristo, dentre outros? Algum deles o influenciou?
Dr. Nilton – Sei que o Dr. Neves fez muito por Mineiros, dedicou quase cinquenta anos de medicina aqui e não tem nenhum monumento público em sua homenagem, apenas um hospital particular o homenageou com seu nome, o que entendo ser uma ingratidão, entretanto, não convivi com ele.

Quanto aos doutores Evaristo, João Paniago, Luiz Luciano e porque não incluir Carlos Dell Eugenio e Demilson Serafim, que preferiram vir para Mineiros, em detrimento de cidades com muito mais conforto, os considero, tais como eu e muitos outros, influenciados pelos doutores Filgueiras e Suhail, que marcaram as suas presenças em Mineiros, através de vários setores da economia e se sobressaíram na medicina, na religião, na educação, na política, fundando escolas, trazendo pastores, construindo hospital, divulgando a cidade, promovendo o Turismo Saúde…

Essa influência foi tanta que os jovens daqui, querendo estudar medicina, formaram-se em diversas faculdades de medicina, havendo uma época em que existiram tantos médicos mineirenses, espalhados pelo Brasil afora, que certamente se viessem todos para cá, eram em número muito acima do que recomenda a Organização Mundial da Saúde.

As áreas médico-hospitalar se desenvolveram muito nos últimos anos. Municípios como Rio Verde, Santa Helena e Rondonópolis ganharam grande projeção. O senhor entende que Mineiros ainda continua sendo detentora do Slogan “Cidade Saúde do Centro-Oeste”?
Dr. Nilton – Esse slogan, adquirido nos tempos áureos do Hospital Samaritano e Hospital Nossa Senhora de Fátima, através dos competentes médicos que desenvolviam o ofício aqui, não era real, pois Rio Verde sempre esteve na vanguarda da medicina no Centro Oeste e creio ser impossível sermos a referência, principalmente depois do grande salto que aconteceu com Santa Helena e Rondonópolis; todavia, se não tenho esperança de Mineiros ser o melhor centro médico da região, acredito que temos capacidade profissional para estarmos entre eles.

A seu ver houve descuidos e a medicina de Mineiros perdeu muito da sua referência?
Dr. Nilton – Sem dúvidas, os colegas antigos sabiam a forma de acompanhar os progressos da medicina e certamente hoje, se a seguissem, seríamos um centro médico por excelência.
Certa vez, quando trabalhava no Hospital Samaritano, em 1971, tive a oportunidade de ouvir do Dr. Filgueiras a história da Clínica Mayo, que dedicava mensalmente dez por cento dos seus rendimentos líquidos para melhorias e ampliações das instalações, comprando aparelhos e outros procedimentos, se transformando na maior clínica dos Estados Unidos.

Certamente Mineiros poderia seguir o exemplo, mas apesar de falar, nada foi feito e o grande faturamento que se conseguiu destinou-se aos proprietários integralmente.

O falecimento de médicos renomados como Dr. Filgueiras, Dr. Evaristo, Dr. Celio e Dr. Ermínio, pode ter abalado o fluxo de clientes de fora para Mineiros?
Dr. Nilton – Sem dúvidas. Dentre eles, certamente o Dr. Filgueiras era muito procurado por pacientes de fora, mas a queda não foi abrupta. Há muito tempo as capacidades deles estavam declinando e creio que se estivessem vivos, nos dias atuais, pouco estaria mudado no cenário médico de Mineiros.

Na sua opinião quais foram os momentos mais marcantes na medicina mineirense?
Dr. Nilton – A medicina de Mineiros foi muito marcante enquanto os médicos mais antigos estavam no auge da capacidade de trabalho, e declinou na medida em que foram envelhecendo, já que não tiveram o cuidado de cuidar do acompanhamento dos progressos da medicina.

Atualmente existem médicos trabalhadores e competentes, que estão na vanguarda da medicina e trabalhando para melhorar um cenário que já foi muito bom, iniciando uma nova época de medicina de primeira qualidade.

A saúde pública desenvolveu muito na cidade, não é mesmo?
Dr. Nilton – Certamente que sim. Aliás, fazendo um trabalho elogiável, atendendo com presteza a população, encaminhando os casos de alta complexidade, atendendo a todos sem distinção. Aproveito para parabenizar o prefeito Agenor Rezende e os seus gestores na área da saúde.

Como o senhor analisa o surgimento das faculdades de medicina em Mineiros?
Dr. Nilton – Para a economia da cidade foi muito bom. Talvez depois da BRENCO fosse o fenômeno que mais melhorou a vida dos habitantes da cidade. Creio que para a medicina não afetará muito, porque tal como o Presidente Bolsonaro se elegeu, enviando informações através das redes sociais, as informações no Brasil e no mundo chegam rapidamente e certamente um bom médico ou um mal médico será aceito ou rejeitado, respectivamente, pela população. Acredito que os bons médicos vão sempre prevalecer, e, certamente, dessas escolas, surgirão bons médicos. Basta prosseguir, treinar e se preparar.


A FUNDAÇÃO DO HOSPITAL SÃO LUCAS

Ao longo dos anos o Hospital São Lucas foi evoluindo até alcançar o nível atual. Sua fundação aconteceu dia 8 de agosto de 1979, graças à visão empreendedora do médico Evaristo Vilela Machado

O senhor é um dos fundadores do Hospital São Lucas de Mineiros, que chegou aos 40 anos em agosto último. Como tudo começou?
Dr. Nilton – Depois de trabalhar no Hospital Samaritano de Mineiros por alguns anos, o Dr. Evaristo, com o seu grande espírito empreendedor, adquiriu alguns componentes para equipar um pequeno hospital, composto de uma mesa cirúrgica, um aparelho de Raios X de pequeno porte, um microscópio, materiais suficientes para montar um laboratório, algumas camas, instrumental cirúrgico e menores aparelhos e materiais de uso corriqueiro e se mudou, inicialmente para Guiratinga-MT, com plano de prestar serviços de radioamador e médico. Além de Guiratinga passou por Barra do Garças, Goiânia, depois Acreúna. Sempre montando e desmontando o seu pequeno hospital, que podemos chamar de portático. Quando percebeu que os filhos não precisavam mais da sua companhia, voltou e se estabeleceu definitivamente em Mineiros.

Alugou as instalações do Mineiros Hotel, já desativado, e depois de uma reforma, organização da documentação, começou a trabalhar e logo vendeu parte da firma e dos instrumentos hospitalares ao Dr. Clerito, Dr. Joabelar e a mim.

As instalações onde funcionava o recém-criado Hospital São Lucas eram precárias, totalmente impróprias para o funcionamento de um hospital e certamente as autoridades sanitárias, ou outras do gênero, fizeram “vistas grossas”, senão, certamente seriam interditadas.

Propus então comprar uma área, mandar elaborar um projeto e construir um hospital onde pudéssemos exercer dignamente a medicina, o fazendo por etapas. A construção fluiu rapidamente e dentro de aproximadamente um ano o prédio pronto foi incorporado à firma Hospital São Lucas de Mineiros Ltda.

O hospital se transformou com o tempo, duas etapas da construção já ocorreram, novos sócios foram admitidos e num futuro bem próximo pretendemos construir mais uma etapa, visando atender exigências do Conselho Regional de Medicina e melhoria da nossa classificação na Associação Goiana de Hospitais. Temos o orgulho de dizer que se trata de uma empresa sólida, sem dívidas, e capaz de atender a população da cidade em praticamente todas as especialidades médicas.


UM MARCO DA MEDICINA EM MINEIROS

Contando com a união dos quatro hospitais existentes na cidade e a intermediação da Associação Médica de Mineiros, o Centro Diagnóstico foi inaugurado dia 31 de outubro de 1994

O senhor é um dos diretores do Centro Diagnóstico de Mineiros, que está chegando aos 25 anos em outubro. Como se deu sua criação?
Dr. Nilton – Vários fatores contribuíram para acordarmos e tentarmos fazer algo para melhorar a qualidade dos nossos serviços de diagnósticos avançados, usando a tecnologia existente, para o que dispúnhamos somente de ultrassonografia.

Sentíamos falta principalmente de um Tomógrafo para realização de exames considerados urgentíssimos, já que cada vez que alguém precisava de uma tomografia, porque caia da moto ou coisa parecida, tinha que se deslocar para Goiânia ou Rio Verde, na maioria das vezes para realizar exames cujos resultados eram normais.

A Associação dos Hospitais de Mineiros, presidida pelo saudoso Dr. Ermínio Parralego, reuniu os participantes dos quatro hospitais, nas pessoas do Dr. Ivan Luciano, Dr. Filgueiras, Dr. Ermínio e Dr. Nilton decidiram comprar uma área, construir uma sede e comprar um tomógrafo e outros aparelhos, dos quais os quatro hospitais da cidade arcariam com os custos e ficariam com 25% do mesmo.

Compramos um Tomógrafo, um Mamógrafo e um Densitômetro e fundamos o Centro Diagnóstico de Mineiros, no ano de 1994, no dia 31 de outubro. Foi um sucesso.

O Centro Diagnóstico foi mesmo um marco nas áreas médico-hospitalares de Mineiros, e depois de um período sem progresso, está passando agora por um processo de modernização. Quais são as novidades?
Dr. Nilton – Sem dúvida foi um marco e serviu para alavancar o Turismo Saúde por algum tempo, além de melhorar a vida dos acidentados, que agora poderiam realizar seus exames aqui e serem seguidos pelos excelentes profissionais que temos, ou encaminhados com diagnóstico, entretanto eram necessárias melhorias, visando permanecer com a mesma capacidade das cidades vizinhas continuadas, o que não aconteceu.

Recentemente, compreendendo essa necessidade de melhora urgente do Centro Diagnóstico, exatamente em decorrência da inauguração de clínicas modernas em Jataí, Rio Verde e Rondonópolis, e sem dinheiro para adquirir aparelhos mais modernos e precisos, principalmente uma Ressonância Magnética moderna, capaz de realizar todos os exames possíveis, os representantes dos proprietários do Centro Diagnóstico de Mineiros resolveram colocar a clínica à venda. Não tardou a aparecer interessados e as vendas foram realizadas.

Quem são os novos sócios do Centro Diagnóstico e que melhorias pretendem fazer?
Dr. Nilton – Os novos sócios são: Dr. Rubens Sano e irmãos, radiologistas renomados de Fernandópolis SP, 25%; Dr. Péricles, atualmente terminando de cumprir contrato como prestador de serviços radiológicos no Hospital do Coração em São Paulo, o INCOR, com programação de mudança para Mineiros em Janeiro de 2020 – 25%; Dr. Zilmar Ferreira da Rocha e Dr. Renato Luciano, que dispensam comentários, 25%; Hospital São Lucas e eu, 25%. Os novos proprietários trataram logo de modernizar e esquecer-se de repartir os lucros do empreendimento, desde setembro do ano passado, e pelo contrário colocaram dinheiro do bolso.

Dentre os aparelhos adquiridos já tínhamos comprado recentemente um Tomógrafo Helicoidal, equipado com 16 multidetectores, o qual reconstitui rapidamente uma região a ser estudada; um aparelho de Ressonância Magnética da firma Siemens, modelo Sempra, de 1.5 Teslas, no valor aproximado de quatro milhões de reais, incluindo os periféricos, o qual já está instalado no Centro Diagnóstico e necessitando de pequenos detalhes para o seu funcionamento. Esse moderno aparelho gerará exames semelhantes aos produzidos por Ressonâncias Magnéticas de Goiânia e São Paulo.

Além disso, compramos uma casa vizinha à clínica e pretendemos comprar mais um terreno, já em negociação com os proprietários, pensando em prosseguir o investimento, com mais aparelhos e melhorias.


A CONSTRUÇÃO DO PILÕES PALACE HOTEL

Inaugurado no dia 20 de março de 1988, o Pilões Palace Hotel ostenta sua beleza e conforto no centro da cidade de Mineiros.  Dr. Nilton revela detalhes que marcaram sua construção

Mudando de assunto… Vamos falar do Pilões Hotel. O que motivou o senhor e a Dona Vera a construírem um hotel desse nível em Mineiros há 31 anos. Havia demanda para um hotel desse porte?
Dr. Nilton – Certamente que não; entretanto, alguns fatores motivaram eu e a Vera a assumir o desafio de construí-lo. Vamos a alguns deles:

  • Eu já tinha a ideia de um dia trabalhar com hotelaria. Minha mãe criou os filhos trabalhando numa pensão, a Pensão Brasil, que funcionava onde hoje existe o Bradesco Novo, na Praça Deputado José de Assis.
  • Eu e a Vera víamos a grande necessidade de se ter um hotel aqui, sempre pleiteado e cobrado pelo saudoso deputado José de Assis.
  • Um encontro com o juiz Edson Smanioto, um entusiasta do turismo em Mineiros, também foi decisivo.
  • Uma linha de financiamento pelo BD.
  • E, por fim, a vontade de vender o que possuía em Rondonópolis e investir aqui, compôs a salada de motivos que nos levou a construir um hotel, que fosse um marco por muitos anos, mesmo que no início fosse deficitário.

O Hotel Pilões está preparando alguma novidade para seus clientes? Quais são elas?
Dr. Nilton – Temos um plano que visa reformas das instalações e aparelhamento do hotel para melhorar o conforto dos hóspedes. Para tanto, já reformamos duas suítes, algumas dependências, mas principalmente o salão de festas, onde trocamos o piso e o modernizamos. Construímos uma capela, um departamento de happy hour, churrasqueira, reformamos algumas salas, construímos salão de jogos, com mesas de snooker, pingpong, dominó, etc. Compramos alguns aparelhos para montar uma academia, a sala está pronta e em breve estará funcionando.
Temos plano de construir uma piscina.


50 ANOS DE AMOR E CUMPLICIDADE

Dr. Nilton e Dona Vera são exemplos de que o amor entre um casal permanece além do tempo. Com união formaram um lar abençoado e construíram com muito trabalho uma história digna e de sucesso

Existe um ditado que diz “atrás de um grande homem existe sempre uma grande mulher”. Dr. Nilton e dona Vera comemoraram 50 anos de casados. Qual o segredo da felicidade e tão grande união?
Dr. Nilton – Creio ser um protegido de Deus. Quando me lembro de que Ele escolheu a Vera para ser minha companheira neste pequeno trecho da existência, eu paro para agradecer! Os homens em geral dizem ser a mulher o mandante de uma família e julgo isso verdadeiro.

O marido que entender isso terá sucesso. Sempre que algum projeto aparece, eu e Vera discutimos juntos.

Situações as mais variadas temos sempre a mesma opinião (a dela!) para seguir. Creio sermos compreensivos, participantes e unidos. Às vezes até situações aparentemente envolvendo a comunidade, de responsabilidade do poder público, tentamos analisar e dar a nossa opinião, pois indiretamente nos envolve.

Um exemplo. Aconteceu quando Mineiros, através do Governador Agenor e do prefeito Nico, construíram uma estação de rebaixamento de energia elétrica, ligada a rede de alta tensão, que liga o sistema brasileiro de energia elétrica a Mato Grosso. Outro foi a grande demanda de água para as indústrias que procurava Mineiros. O Pilões Hotel ficou pronto e não tínhamos coragem de inaugurá-lo. O projeto do prefeito Nico, depois de várias tentativas de buscar água no subsolo, através de poços artesianos, sem sucesso, previa buscar água no Rio Verdinho, o que demoraria muito tempo e gastos acima das receitas do município, portanto julgávamos impossível.

Eu expus uma ideia simples, demonstrei que a tubulação seria muito cara, pois precisava ser resistente, as bombas poderosas e caras (comparei o preço de tubos com os que comprei e empreguei na construção do Pilões Hotel, infinitamente mais finos e com paredes delgadas), e sugeri trazer água do Córrego Coqueiros, que tem um desnível suficiente até para ser trazida num rego, portanto a tubulação seria muito barata. O prefeito acolheu a ideia exclamando “como ninguém pensou nisso antes?” e mesmo antes da aprovação pela Câmara de Vereadores arranjou dinheiro emprestado e executou rapidamente a obra. Tivemos água em abundância.

Em outra ocasião, estando eu na presidência do Rotary Club de Mineiros, usei o editorial do boletim mensal para mostrar que nossa matéria prima estava deixando de ser industrializada aqui, ou seja, bois eram vendidos em outras cidades e transportados em caminhão, perdendo muito das suas carcaças, soja estava sendo exportada em grãos e até arroz era levado com a casca e voltava industrializado e ensacado.

Não demorou muito e muitos empresários acataram as sugestões.

Sugiro àqueles que tiverem alguma ideia, simples que seja, não a guarde para si. Talvez sirva para você mesmo e toda a comunidade.

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