“Aqui nada caiu” – Aos 53 anos, Isadora Ribeiro festeja 30 de carreira nos palcos

Reprodução/Instagram

Isadora Ribeiro, aos 53 anos, 30 de carreira: “Aqui nada caiu”

Os últimos cinco anos foram de sucessivas perdas para Isadora Ribeiro. Primeiro a morte do pai. Depois da mãe, e por último do irmão num acidente de moto há um ano e meio. “Sem a menor dúvida, se não tivesse muita fé em Deus, eu enlouqueceria”, ciz a atriz, que decidiu superar a dor nos palcos. Junto com a comemoração pelos 30 anos de carreira, ela estreia nesta terça-feira, no Rio, a peça “Diário de bordo”, no Teatro Vanucci, na Gávea, Zona Sul da cidade.

Para contar a história de três mulheres de diferentes épocas só Isadora está no palco. “São três esquetes. Uma senhorinha que sofre com a solidão e vai para a IrlandA, uma filha preterida que refaz a vida em Nova York e uma guia de turismo que diz não a um machista”, conta Isadora, que ganhou o texto de presenta da filha mais velha, Maria, de 21 anos.

Maria agora estuda para ser cardiologista e Isadora ainda tem Valentine, de 12 anos. A atriz não esconde que tentou “sabotar” a escolha da primogênita. “Ela fez vários cursos, estava na dúvida entre Literatura e Medicina. Consegui que ela assistisse a algumas cirurgias e ainda assim ela optou por ser médica”, conta.

Isadora não tem pudor em dizer que em nome da maternidade decidiu frear a carreira de atriz. “Eu queria cudair delas, me dedicar ao ofício de ser mãe. Toda escolha é uma renúncia e eu renunciei ao que poderia ser uma carreira na televisão, por exemplo”, admite.

Símbolo sexual dos anos 1990, Isadora se orgulha dos trabalhos que fez. “Nunca tive problemas em posar nua ou aparecer em papéis sensuais. Eu reclamava era de cachê baixo”, dispara. Com 17 novelas no currículo, entre elas “Explode coração” e “Mulheres de areia”, Isadora não esconde que sofreu preconceitos em sua trajetória. “Ser bonita já trazia uma cobrança. Tinha que provar a todo momento que também tinha talento. Me lembro uma vez que sofri bullying de uma atriz meio feiosa durante um programa”, recorda.

Aos 53 anos, Isadora garante que envelhecer não foi um drama. “Tenho sangue de índios e negros. É difícil cair alguma coisa aqui”, desafia ela, que não procurou pelo bisturi: “Nem meu peito caiu, não precisei de silicone. E botox, só fiz no canto do olho porque não quero ficar sem expressão”.

(JORNAL EXTRA)

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