Importante é que Brasil não quebre e que consiga pagar aposentadoria, diz Meirelles

Foto: José Cruz/Agência Brasil

"O Brasil vai começar a crescer. Esperamos que no segundo semestre o País já esteja criando empregos", afirma Meirelles

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, repetiu nesta quinta-feira, 11, que acredita que o Congresso está cada vez mais consciente da necessidade das reformas, como a trabalhista e a da Previdência.

Para o ministro, o importante é que as reformas façam sentido. “Sobre a Previdência, o importante é que o Brasil não quebre e que consiga pagar a aposentadoria. Sobre a Trabalhista, o importante é que a reforma permita a todos terem um trabalho justo e ter emprego. Precisamos ter um País com emprego para todos e segurança de que todos irão receber a aposentadoria”, afirmou, após participação no programa Agora Brasil, na sede da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

Para o ministro, a aprovação da reforma da Previdência ainda no primeiro semestre deste ano seria importante para dar confiança para a economia.

“Agora, se porventura não houver aprovação nesse primeiro semestre, e for aprovado só em agosto, é importante também porque é uma reforma para décadas”, acrescentou Meirelles. “Temos que resolver isso de uma vez por todas”, concluiu.
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Meirelles: País está no momento certo para reforma da Previdência

 

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, defendeu na manhã desta quinta-feira, 11, que o Brasil estaria no momento certo para realizar a reforma da Previdência, para não fazer como a Grécia, que precisou reduzir os valores dos benefícios pagos aos aposentados.

“A grande pergunta não é a idade de se aposentar, mas se todos irão receber a aposentadoria”, afirmou o ministro, em participação no programa “Agora Brasil”, na sede da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). “No primeiro momento, muito pouca coisa muda. A mudança será gradual”, completou.

O ministro disse ainda que a dívida da Previdência está sendo cobrada dos devedores, mas repetiu que a maior parte dos débitos são de empresas insolventes ou que já fecharam. “O valor da dívida previdenciária é de R$ 150 bilhões. Mesmo que fosse integralmente paga, não resolveria o problema da Previdência”, completou.

Meirelles disse também, ao comentar sobre a dívida dos Estados com a União, que os governos que optarem pelo Regime de Recuperação Fiscal (RRF) terão que tomar medidas para organizarem suas finanças.

“O Estado do Rio Grande do Sul vai tomar todas as medidas necessárias para reequilibrar as contas. O Rio Grande do Sul não irá privatizar nenhuma empresa que não seja necessária”, afirmou

Questionado por rádios regionais, Meirelles evitou fazer comentários sobre o depoimento do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva ontem ao juiz Sérgio Moro, ocorrido nesta quarta-feira, 10.

Recessão
O ministro repetiu que o atual governo herdou a maior recessão da história do Brasil e que o desemprego foi construído por erros de política econômica da gestão passada.

“O Brasil vai começar a crescer e o emprego vai começar a crescer. Esperamos que no segundo semestre o País já esteja criando empregos”, afirmou, ao participação no programa “Agora Brasil”.

Segundo o ministro, a inflação também está em queda. “A inflação está caindo muito e já está totalmente controlada, mas demanda sempre atenção. Este ano a inflação estará abaixo da meta e no ano que vem, na meta”, completou Meirelles. (Eduardo Rodrigues e Fabrício de Castro)
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POR: ESTADÃO CONTEUDO

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