MST faz marchas pelo Brasil e invade terras contra impeachment de Dilma

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Lideranças do MST alegam que a mobilização faz parte da jornada de lutas do movimento pela reforma agrária e em defesa da democracia

Integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra (MST) realizaramm marchas, na terça-feira, 26, em seis Estados para cumprir uma agenda de manifestações contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), que terá seu ponto alto no feriado de 1º de maio. Também estão previstos bloqueios de rodovias e invasões de terras. Durante a madrugada, cerca de 300 integrantes invadiram uma fazenda de 600 hectares em Eldorado do Sul, região da Grande Porto Alegre (RS).

Lideranças alegam que a mobilização faz parte da jornada de lutas do movimento pela reforma agrária e em defesa da democracia. Uma das marchas chegou a Belo Horizonte, na manhã de terça-feira, procedente de Ouro Preto. Na capital mineira, foi realizado um ato no morro de Vera Cruz. À tarde, o grupo se deslocou para a Praça da Liberdade, na região central. Uma coluna de camponeses chegou também a João Pessoa, capital da Paraíba. Manifestantes estão acampados em Natal (RN), após terem ocupado a superintendência regional do Incra, na segunda-feira, 25.

Outro grupo de militantes do MST sege de União dos Palmares (AL) em direção à capital Maceió, onde devem chegar nesta quinta-feira, 28. Manifestantes acamparam na zona universitária de Cuiabá, após marcha de 40 km. Em Pernambuco, militantes acampados em Petrolina e Recife fizeram bloqueios em rodovias da região e na BR-232, em Caruaru.

Na capital baiana, Salvador, os sem-terra estão acampados há dez dias no Farol da Barra. Em São Paulo, o MST organiza excursões de militantes à capital paulista, onde está prevista manifestação, dia 1º de maio, no Vale do Anhangabaú, com a presença do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.


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O presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputado Marcos Montes (PSD-MG), disse que pretende incluir pedido de intervenção do Exército em caso de invasão de terras e bloqueios de estradas entre as propostas que irá entregar ao vice-presidente Michel Temer. Segundo ele, para isso seria necessária uma mudança na Constituição.

"Os Estados não suportam mais a confusão que às vezes se instala em suas regiões. Precisamos que esses movimentos não sejam mais municiados pelo governo, como tem ocorrido com o MST", disse ao chegar para uma reunião com Temer nesta quarta-feira, 27. 

Para Montes, pedir essa intervenção não remete à ditadura militar. "Precisamos garantir o direito à propriedade", afirmou. Além da FPA, participam da reunião os presidentes das Confederações da Agricultura (CNA), da Indústria (CNI), das Cooperativas (CNCoop), de Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida (CNSeg) e de Saúde (CNS).

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