Ministro da Justiça faz reunião para decidir seu destino

Foto: Reprodução

Durante o dia, foi cogitado que Lima e Silva pudesse pedir aposentadoria do Ministério Público da Bahia para assumir o cargo na Esplanada

Após a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que o novo ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, não poderá acumular a função com seu cargo de procurador no Estado da Bahia o governo começou a articulação para tentar encontrar uma solução. O sucessor de José Eduardo Cardozo está reunido com seu staff no Ministério da Justiça para analisar alternativas. Segundo a decisão do STF, Lima e Silva terá 20 dias para tomar uma decisão. 

Segundo fontes do Planalto, Lima e Silva estaria analisando uma possível renúncia do cargo. "Ele está refletindo. E o Planalto ainda não tem posição", afirmou um interlocutor da presidente Dilma Rousseff, que disse que ela ainda não conversou o ministro após a decisão do STF. 

Há pouco, Cardozo, que no papel de Advogado-Geral da União defendeu perante ao STF a possibilidade de Lima e Silva acumular os cargos, chegou ao gabinete da presidente Dilma. Também estão na conversa os ministros Jaques Wagner (Casa Civil) e Ricardo Berzoini (Secretaria de Governo). 

Durante o dia, foi cogitado que Lima e Silva pudesse pedir aposentadoria do Ministério Público da Bahia para assumir o cargo na Esplanada. No entanto, segundo fontes informaram agora após a decisão do STF, o ministro ainda não teria tempo suficiente para isso.

Indicação do ministro da Casa Civil, Jaques Wagner, Lima e Silva tem 50 anos de idade e 25 anos de carreira e exercia os cargos de procurador de Justiça do Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) e de Procurador-Geral de Justiça Adjunto para Assuntos Jurídicos. Ele também já comandou por dois mandatos consecutivos o Ministério Público do Bahia, entre 2010 a 2014.

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