Em ato da Força, parlamentares dizem que 11/05 será ‘novo começo’

FOTO: ROVENA ROSA/AGÊNCIA BRASIL

Anfitrião do evento, o deputado Paulo Pereira da Silva (SD-SP), o Paulinho da Força, chegou a cantar uma música usada em atos de rua pró-impeachment, sem empolgar o público

Parlamentares de oposição deixaram de lado as pautas trabalhistas e transformaram o evento comemorativo do Dia do Trabalhador organizado pelos sindicatos ligados à Força Sindical na Praça Campo de Bagatelle, em São Paulo, em um ato pela defesa do processo de impeachment da presidente Dilma Roussef. Nos discursos dos oradores, que se revezaram ao microfone, o dia 11 de maio, data em que o Senado poderá decidir pelo afastamento da presidente Dilma Rousseff por 180 dias, foi apontado como "o início de um novo começo" para o País. 

Passaram pelo evento a senadora Marta Suplicy (PMDB-SP) e os deputados Antonio Imbassahy (PSDB-BA), Mendonça Filho (DEM-PB), Bruno Araújo (PSDB-PE), Major Olímpio (SD-SP), Rubens Bueno (PPS-SP) e Augusto Coutinho (SD-PE). 

Anfitrião do evento, o deputado Paulo Pereira da Silva (SD-SP), o Paulinho da Força, chegou a cantar uma música usada em atos de rua pró-impeachment, sem empolgar o público. O deputado Major Olímpio repetiu no palco a palavra "vergonha" que gritou na posse do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como ministro-chefe da Casa Civil. "Vamos tirar o PT do poder", emendou. 

O deputado Antonio Imbassahy, líder do PSDB na Câmara, afirmou que os deputados que estavam ali "cumpriram a obrigação votando pelo afastamento de uma presidente que cometeu crimes de responsabilidade e mentiu para a população". "Faltam poucos dias para o Senado afastar esse governo que tem maltratado o trabalhador", completou. 

"Temos que dar um basta nesta situação e afastar o PT do poder", disse Mendonça Filho (PE), líder do DEM na Câmara. Autor do voto decisivo para a aprovação da admissibilidade do processo de impeachment na Câmara, Bruno Araújo (PSDB-PE) disse que "milhares de pessoas perderam seus empregos por causa desse governo irresponsável". "Hoje é dia de dizer sim ao futuro", afirmou. 

Vaiada ao ser anunciada e durante seu breve discurso, a senadora Marta Suplicy (SP), provável candidata do PMDB à Prefeitura, afirmou que "o Brasil tem jeito". "Daqui a 10 dias teremos uma luz no fim do túnel", disse ela, em referência à data de apreciação do processo de impeachment no Senado.


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O ato contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff reuniu cerca de 400 pessoas em Brasília, segundo cálculos da Polícia Militar. Organizado pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), a Frente Brasil Popular e a Frente Brasil sem Medo como parte da programação do 1º de maio, o movimento se reuniu na Torre de TV, na área central de Brasília. 

O ato contou com a presença de políticos locais e representantes da CUT. Manifestantes gritaram palavras de ordem como "não vai ter golpe" e protestaram pela manutenção de direitos trabalhistas.

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