Ciclovia inaugurada em janeiro desaba no Rio

Foto: Reprodução

Dois corpos foram localizados até agora na região próxima ao trecho da ciclovia Tim Maia, entre o Leblon e São Conrado, zona Sul do Rio

Um trecho da ciclovia Tim Maia, na Avenida Niemeyer, inaugurada em janeiro, desabou na manhã desta quinta-feira, 21, levado pela ressaca do mar de São Conrado. A ciclovia, que é suspensa e junto ao mar, teve um pedaço de mais de 50 metros arrancado pela água. Está interditada, assim como a Niemeyer. Técnicos da Prefeitura ainda vão avaliar se há risco de outros desabamentos na ciclovia. Não se sabe se algum ciclista ou pedestre estava no local no momento em que as ondas bateram. Há informações de que cinco pessoas caíram no mar. Bombeiros fazem buscas no momento.

A ciclovia custou R$ 44 milhões, tem 3,9 quilômetros, 2,5 metros de largura, vai do Leblon a São Conrado e foi inaugurada pelo prefeito Eduardo Paes (PMDB-RJ) no dia 17 de janeiro, que usou um triciclo elétrico. Na ocasião, ele declarou que a obra tinha "um efeito de integração incrível, já que juntou o bairro do Leblon e São Conrado", e que tinha potencial para servir de trajeto para pessoas que utilizam bicicleta para ir trabalhar. "É a ciclovia mais bonita do mundo", disse, referindo-se à vista livre para o mar. O trecho inaugurado foi o da primeira fase do Complexo Cicloviário Tim Maia, que irá até a Barra da Tijuca.


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Bombeiros localizam 2 corpos e 1 ferido em região próxima de ciclovia que desabou

Dois corpos foram localizados até agora na região próxima ao trecho da ciclovia Tim Maia, entre o Leblon e São Conrado, zona Sul do Rio, que desabou na manhã desta quinta-feira. O Corpo de Bombeiros ainda realiza buscas por desaparecidos na região, com helicópteros e mergulhadores. 

Uma terceira vítima também teria sido atendida, segundo o Corpo de Bombeiros. Ainda não há confirmação do estado de saúde ou da identidade das vítimas. 

De acordo com informações preliminares das equipes no local, um corpo foi localizado pelo Corpo de Bombeiros no local do acidente. Outro corpo foi localizado na praia de São Conrado, próximo ao local. 

Segundo ciclistas que trafegavam no local, o mar está com uma forte ressaca, com ondas altas e violentas, atingindo a ciclovia e também a Avenida Oscar Niemeyer. A avenida está com o trânsito interditado. Os bombeiros também relatam dificuldades com as buscas, em função da força do mar. 

Estão no local os secretários municipais de Defesa Civil, Marcio Costa, e de Transportes, Rafael Picciani, além do ex-secretário de governo, Pedro Paulo. As autoridades, entretanto, ainda não falaram com a imprensa sobre o acidente.


"É um descaso", diz ator que mora em frente à ciclovia que desabou

O ator Marcelo Faria, que mora num condomínio em São Conrado em frente ao ponto da ciclovia Tim Maia que desabou nesta quinta-feira, 21, acompanhou o resgate dos corpos do mar. Ele usa todo dia a ciclovia, para levar a filha ao colégio, na Gávea para visitar a mãe, no Leblon, e também a trabalho. Em janeiro, com a inauguração, ficou "muito animado", pois, antes dela, ele pedalava pela Avenida Niemeyer, junto aos carros, arriscando-se. Para Faria, a ciclovia não estava bem fixada nas vigas sobre as quais foi encaixada.

"Minha mulher me chamou quando viu um corpo sangrando e boiando no bar. Eu achei que fosse um pescador. Depois o segurança do condomínio chegou dizendo que a ciclovia tinha desabado. Quando inauguraram, foi um alívio, pois eu não precisaria mais me arriscar na Niemeyer e poderia andar com minha filha, de 5 anos. Eu uso todo dia, e, muitas vezes, com ela na garupa. A primeira sensação que eu tive foi de que poderia ter sido a gente", contou o ator, por telefone.

"É realmente um descaso dos nossos governantes a obra não ter sido testada. Projetaram uma prancha em cima de um pilar de concreto sem que ela estivesse bem calcada. Ela foi encaixada com o próprio peso. Ou seja, qualquer força que viesse de baixo ia jogá-la para cima. Um acidente como esse mostra que os inocentes podem morrer e tudo certo, as pessoas não vão ser julgadas."


 

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