O Brasil passado a limpo

Foto: Reprodução

Alexandre Baldy é deputado federal (PSDB-GO)

O ano de 2015 ficará na memória e na história do nosso país, de forma negativa, marcado pela pior recessão já vivida, remetendo ao período da quebra da bolsa de Nova Iorque, em 1929.

Diariamente, a análise dos dados econômicos nos mostra que o país está em uma “depressão econômica” fruto da falta de gestão política e da crise instalada pela corrupção. O Brasil vive seu pior momento porque há doze anos não conta com um gestor comprometido e responsável. A verdade é que os governos Lula e Dilma incentivaram o brasileiro a gastar suas economias e a se comprometer com dívidas as quais já não pode pagar, pois temos o crescimento exponencial do desemprego, agravado com a queda da produtividade e da competitividade do mercado.

Nos últimos doze anos, a corrupção se instalou através de uma rede que interliga os mais diversos escândalos já vistos na história de todo o mundo.  Aloprados, Mensalão, Cartões Coorporativos, Escândalo dos Bingos, Sangue-Suga, Petrolão, além das operações da Polícia Federal Lava-Jato, Satiagraha, Pixuleco, Zelotes, Acrônimo, entre tantas outras que apuram o desvio de bilhões de dinheiro público, oriundo do imposto pago pelo cidadão brasileiro.

Tivemos como certo o envolvimento de pessoas que ocupavam posições importantes na Esplanada, no PT e até mesmo dentro do próprio Palácio do Planalto, como José Dirceu, Genoíno, João Paulo Cunha, Delúbio Soares, Vaccari, Silvio Pereira, e até mesmo Delcídio Amaral, o primeiro Senador em exercício preso na história da República e tantos outros, que fica muito clara a existência de uma verdadeira máfia nestes 12 anos de governo, onde a influência no poder executivo valia dinheiro. Muito dinheiro.

Essa rede de corrupção afeta principalmente o bolso do cidadão, que tem sido maltratado por um partido que se diz representante da classe trabalhadora. Diante da crise econômica, o governo prefere onerar mais ainda o custo de vida daquele que trabalha e paga seus impostos a cortar gastos, muitos destes supérfluos, e a reduzir o tamanho da máquina federal.

É incoerente um governo que desvia bilhões da Petrobrás para benefício pessoal e partidário, cobrar mais impostos do cidadão para tapar um rombo que ele mesmo criou. É inaceitável que uma candidata à presidência da república minta descaradamente e, após eleita e com todas as farsas reveladas, se mantenha no poder! É por esses e outros motivos que o brasileiro vai às ruas manifestar, reivindicar o direito à democracia. Democracia que é a manifestação da vontade da maioria, como o é o impeachment da presidente Dilma.

 O Brasil é um Estado Democrático de Direito e um pedido de impeachment deve ter total atenção, pois é a forma que a sociedade tem de clamar por justiça, por um direito de todos os brasileiros que constam na Constituição Federal.

 Dos sete pedidos de afastamento que ainda aguardavam análise do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, foi o formulado pelos juristas Hélio Bicudo e Miguel Reale Júnior, com o apoio da oposição, que obteve andamento. Hélio Bicudo, diga-se de passagem, ex-petista que permaneceu no partido por 25 anos, mas que se diz enojado com o que vem acontecendo neste governo.

O embasamento do pedido são as pedaladas fiscais do governo em 2015, ou seja, a artimanha usada para simular o cumprimento das metas fiscais, enquadrada como crime de responsabilidade. O Tesouro Nacional atrasou repasses para instituições financeiras públicas e privadas que financiam despesas do governo, entre eles, benefícios sociais e previdenciários, como o Bolsa Família, o abono e seguro-desemprego, e os subsídios agrícolas. Os bancos assumiram, com recursos próprios, os pagamentos dos programas sociais, mas é claro que cobraram por isso. Segundo o processo aberto no TCU, cerca de R$ 40 bilhões estiveram envolvidos nessas manobras em 2014 e que provocaram grande parte do rombo que o governo tenta tapar agora, usando dinheiro do cidadão; cortando obras, benefícios e direitos, assim como verbas da saúde, da educação e da segurança; fazendo a inflação e os juros dispararem e dificultando a vida de todos brasileiros.

Agora mesmo o governo usou de todas as manobras para que o Congresso aprovasse a redução da meta fiscal de 2015, aprovando um fechamento de contas, com déficit de quase R$120 bilhões. Se o projeto não fosse aprovado, os governos iriam parar. Um país que tinha previsão de superávit primário de R$ 55 bilhões, fechar as contas com déficit de praticamente R$ 52 bi é muita incompetência administrativa. Ora, um Governo que deve fechar o déficit nominal em quase 10% do PiB do país em 2015, ou seja, aproximadamente 500 bilhões de reais, não tem legitimidade para administrar e nem credibilidade para recuperar o Brasil.

 Agora é a hora de darmos um basta a este governo do PT, um governo que esculhambou com o nosso país, que zomba de seu povo. É hora de soltarmos o grito preso na garganta, de cada cidadão exigirmos de cada parlamentar eleito uma postura condizente com a vontade da população. A maioria de nós não quer mais essa presidente no poder. Isso não é golpe, é democracia. O Brasil não suporta mais 3 anos de PT. Precisamos limpar o país para seguirmos em frente. O primeiro passo foi dado. Agora é preciso que cada um faça valer a sua vontade, o seu desejo de viver no país que queremos e merecemos.
 

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